Amanhã, às 11h, a crise e a escassez de água no Brasil, especialmente no Nordeste, estarão em debate no Senado Federal. A sessão temática foi proposta por dois senadores que já foram governadores e conhecem bem esse drama: o paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB) e o pernambucano Cristovam Buarque (PDT), senador pelo Distrito Federal.
Eles defenderam o debate destacando que o Brasil, considerado a maior potencia hídrica do planeta, desde o ano passado enfrenta uma crise de escassez sem precedente, provocada tanto por fatores climáticos e geográficos, como pelo uso irracional da água.
Cássio definiu a situação do Nordeste como de “uma tragédia anunciada” com a perspectiva de mais um ciclo seco. Considerando as projeções do ex-secretário de Recursos Hídricos Francisco Sarmento, o senador não faz alarmismo. Pelo contrário, alerta para o que acontece fora do Litoral do Nordeste, onde o brilho do sol à beira mar é bem-vindo.
No interior o quadro é outro. Nos 124 reservatórios de interesse estratégico, monitorados pela Aesa, restam 16% do volume, e a maior parte dessa água está concentrada em apenas sete deles, o que deixa muitas áreas em situação crítica.
Cássio diz esperar que essa sessão temática leve a elaboração de plano de contingência para o Nordeste.Para tanto, convidou os ministros da Integração Nacional e Meio Ambiente, os dirigentes da ANA, DNOCS, Sudene, Codevasf, Insa, e até o Exército (administra os carros-pipa na área seca), para o debate. Os governadores são esperados.
O Nordeste tem 27 senadores, ou 33,33% dos votos no Senado Federal. Na Câmara, são 151 deputados, ou 29,43% dos votos. Só as bancadas da Paraíba, Pernambuco, Ceará e Rio Grande do Norte – onde a crise de água é gravíssima -, somam 67 deputados. Unidos, formam uma força política para decidir qualquer votação. Se fizerem valer esse poder, teremos não só um ‘Plano B’ para esse momento de adversidade, como sugere Cássio, mas outros que evitem a repetição do cenário atual.
O debate no plenário Senado é uma oportunidade excepcional para os nordestinos. Ignorar não é opção. A crise exige atitude.
”Temos pouco mais de 40 pré-candidatos a vereador e estamos nos articulando com outras legendas com relação à eleição majoritária. Nesse momento, a posição do PSC é em favor do deputado Manoel Júnior ”.
Do presidente estadual do PSC, deputado Marcondes Gadelha, definindo o apoio do partido para prefeito da Capital.
Padrinho forte
Manoel Júnior, o pré-candidato do PMDB a prefeito de João Pessoa ganhou presente antecipado de Papai Noel: Cássio Cunha Lima está cuidando pessoalmente de montar coligação capaz de fazê-lo decolar.
PSC confirmado
Para quem duvida, basta um exemplo: o de Marcondes Gadelha, que após confirmar a licençade Pedro Cunha Lima, a quem substituiu na Câmara dos Deputados, assegurou que o seu PSC vai apoiar Manoel Júnior.
Preferência
Embora o prefeito Luciano Cartaxo tenha deixado o PT rompido com Ricardo Coutinho, não é visto como opção. A oposição pretende lançar uma alternativa própria e viável para os pessoenses já a partir do 1° turno.
Visão
É bom não apostar que o senador Raimundo Lira quer apenas completar o mandato que foi de Vital do Rêgo, e que vai até 2018. Ele teria adquirido um jato Phenom 100, para diminuir a distância entre Brasilia e a Paraíba.
Zigue-Zague
Dois paraibanos defenderam, no Conselho de Ética da Câmara, o arquivamento do processo contra Eduardo Cunha: Manoel Júnior e Wellington Roberto.
Em longo discurso, Wellington considerou a abertura de processo como pré-julgamento. “O que falta aqui é mais humanidade e irmandade entre os colegas”, disparou.