O senador Cássio Cunha Lima (PSDB) usou a tribuna do Senador Federal nessa quarta-feira (13) para criticar a Segurança Pública em Campina Grande, no Agreste paraibano. Segundo ele, a cidade “vive uma onda de violência”, fazendo referência a rebelião Penitenciária Regional de Campina Grande, conhecida como ‘Serrotão’, e aos dois ônibus municipais que foram queimados por bandidos no mesmo dia. Por causa dos crimes, a circulação dos ônibus foi suspensa e as aulas na Universidade Federal e Estadual (UFCG e UEPB) foram facultativas.
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Cunha Lima afirmou haver um “clima de pânico em razão de uma onda de crimes violentos”. “Em várias universidades as aulas foram suspensas, porque não há o menor clima de segurança para estar nas ruas. A população está aterrorizada”, disse.
Na tribuna, ele voltou a criticar a postura do governo estadual. “O secretário de Segurança Pública sequer tem a humildade de reconhecer a existência do problema”, disse.
O secretário adjunto de Comunicação do Estado, Célio Alves usou sua conta no Facebook para acusar o senador de “disseminar o medo” na cidade. “Quem recomendou aos ônibus que parassem? A prefeitura de Cássio. Quem suspendeu aulas? (UEPB). Alguém duvida das estreitas ligações da cúpula da universidade com Cássio. Quem subiu à tribuna do Senado com a mesma boataria que espalham nas ruas e nas redes sociais? Cássio. Em 2015, os números de crimes contra a vida, em Campina Grande, caíram 26%. O que existe é uma orquestração para disseminar o medo devido a uma semana com mais crimes que outra”, publicou.
No Instagram, o senador rechaçou as declarações do secretário: “Leiam esse absurdo, se possível. Um porta voz do Governo atribuiu a mim uma suposta boataria sobre a insegurança em Campina. Estão zombando da inteligência da nossa gente. A que ponto chegamos? O mais grave de tudo isso é que sequer as autoridades reconhecem a gravidade do problema. Querem transformar o caos vivido, como sempre fazem, em embate político. Não vamos nos calar! A cidade continuará reagindo a esse insulto e exigindo providências urgentes”, escreveu.