Veja cronograma

Mudança

#SouRepórterCorreio

TV Correio

Verão
Excesso de sol pode provocar doenças como o câncer de pele (Foto: Divulgação / Secom-PMJP / Ivomar Gomes Pereira)

Profissionais de saúde alertam para os cuidados com a pele no verão

Exposição solar em excesso pode causar queimaduras solares de primeiro e segundo graus e principalmente o câncer de pele

137
COMPARTILHE

Com a chegada do verão, os cuidados com a pele devem ser redobrados, porque o sol e a desidratação podem trazer problemas como queimaduras, envelhecimento precoce e, aumenta o risco de câncer de pele. Pensando no bem-estar da população, profissionais da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) alertam para os perigos ofertados pelo excesso de exposição ao sol sem o uso de protetor solar e camisas de proteção solar.

Leia também: Chuva forte com raios deixa 35 mil sem energia em Patos

“As temperaturas estão cada vez mais quentes e por isso, além do cuidado com a pele é importante que as pessoas se alimentem com mais frutas e bebam bastante líquido para que a hidratação da pele e do corpo também acontece de dentro para fora”, explica a dermatologista da Rede Municipal de Saúde, Rayssa Vasconcelos.

De acordo com a dermatologista, a exposição solar em excesso pode causar queimaduras solares de primeiro e segundo graus e principalmente o câncer de pele. “Por isso, alguns cuidados são fundamentais como o uso do foto-protetor com fator de proteção solar de no mínimo 30 e reaplicá-lo a cada 2h ou após sudorese ou banho de piscina ou mar, além de usar blusas de proteção UV, chapéu, óculos de sol também com proteção UV”, destaca a médica.

Além disso, a médica alerta sobre o uso exclusivo das camisas e demais adereços com fator de proteção. “Camisas e viseiras com fator de proteção UV protegem sim, mas devemos ficar atentos, pois o fator vai se perdendo com o desgaste das mesmas, é importante ficar atento se o produto verdadeiramente tem a proteção e o tempo de uso, além de não dispensar o protetor solar só por conta do uso dessas camisas e demais adereços”, conclui.

 Serviço

A rede municipal de saúde dispõe de dermatologistas para atender aos usuários do SUS da Capital nas Policlínicas Municipais do Cristo, Jaguaribe e das Praias. Para ter acesso, o usuário precisa ser encaminhado e regulado por meio da Unidade de Saúde da Família (USF) de referência, mais próxima de sua residência.

 Doenças de pele comuns no verão

 Micoses: São infecções causadas por fungos e que podem ocorrer na pele, unha e cabelos. Quando encontram condições favoráveis ao seu crescimento, como calor, umidade e baixa imunidade, estes fungos se reproduzem e causam doença. A melhor forma de evitá-las é  manter hábitos de higiene, como: secar-se bem após o banho, principalmente nas áreas de dobras da pele como virilha, entre os dedos dos pés  e axilas.

Deve-se também evitar andar descalço em pisos úmidos, e evitar calçados fechados. É importante também usar o seu próprio material individual para manicure (não é recomendável que compartilhe esse tipo de material, e manter uma boa higiene de modo geral).

Brotoejas: São pequenas bolinhas que surgem especialmente em bebês, devido ao contato da pele com o suor, principalmente nas dobrinhas. Usar roupas leves e soltas e evitar locais muito abafados.

 Acne solar: São provocadas pela mistura da oleosidade aumentada da pele, sudorese, uso de filtro solar e da própria radiação solar. Recomenda-se lavar o rosto com um sabonete adequado para o tipo de pele, usar tônicos mais adstringentes e filtro solar com base aquosa ou em gel, que podem diminuir a oleosidade.

Manchas e sardas brancas: As manchas e as sardas brancas surgem devagar, e quando menos se espera, lá estão elas. Representam danos que os raios solares causaram na pele e aparecem gradativamente com o tempo, principalmente nas áreas expostas da pele. Manchas senis ou melasmas solares, em geral, são escuras de coloração entre castanho e marrom. Surgem em áreas que ficam muito expostas ao sol, como a face o dorso das mãos e dos braços, o colo e os ombros.  Já as sardas brancas aparecem quando há ação acumulativa da radiação solar, sobre áreas de pele expostas ao sol de forma prolongada e repetida ao longo da vida. A melhor forma de evitá-las é não se esquecer do protetor solar. Essas lesões são benignas, não evoluem para o câncer da pele, entretanto, recomenda-se avaliação pelo Dermatologista para diferenciá-las de lesões suspeitas, que merecem uma avaliação mais detalhada.

 Envelhecimento precoce: Surgem rugas e manchas na pele; problemas de visão como catarata, pterígio e até câncer de pele nas pálpebras, além de queimaduras nas córneas.

 Herpes: O vírus do herpes não tem cura e pode ser reativado por exposição excessiva ao sol, que pode contribuir para a produção de mais sebo, e a sudorese excessiva criando um ambiente propício ao crescimento de bactérias e fungos que causam infecções cutâneas, acne e alergias.

Queratose: São feridas ásperas e pequenas, que nunca saram e aparecem após a exposição ao sol, e tem chance de 20% de virar câncer de pele.

Câncer de pele: Sendo essa uma doença das mais letais para o ser humano.

Bicho Geográfico – é uma doença causada por parasitas intestinais dos cães e gatos. Se a pessoa tem contato com fezes desses animais, os ovos das larvas penetram na pele e causam a doença. Normalmente as lesões são acompanhadas de muita coceira. Nos humanos os locais mais comuns de aparecimento são os pés e as nádegas. O tratamento pode ser feito via oral ou com uso de medicação tópica. Para se prevenir, basta evitar andar descalço em locais frequentados por cães e gatos.

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your name here
Please enter your comment!

Notícias mais lidas