
O filme Dark Horse, produção inspirada na trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro, voltou aos holofotes nos últimos dias após o vazamento de um áudio em que o senador Flávio Bolsonaro pede apoio ao banqueiro Daniel Vorcaro para ajudar no financiamento do longa.
A previsão de estreia da obra é em 11 de setembro deste ano. A data foi mencionada pela primeira vez pelo ator Jim Caviezel, intérprete de Bolsonaro no filme, em publicação nas redes sociais.
Além de Jim Caviezel no papel principal, o elenco conta com atores como:
Descrito como drama biográfico, Dark Horse acompanha a ascensão política de Bolsonaro, desde a carreira militar até a chegada à Presidência da República.
A narrativa dá destaque à campanha presidencial de 2018 e ao atentado à faca sofrido por Bolsonaro em Juiz de Fora (MG), apresentado como um dos momentos decisivos da trama. O filme também mostra episódios como a recuperação hospitalar, debates eleitorais e o casamento com Michelle Bolsonaro.
Segundo a sinopse divulgada pela produção, a obra retrata Bolsonaro como um “improvável vencedor” das eleições presidenciais e utiliza flashbacks para mostrar o então militar nos anos 1980.
O R7 teve acesso a um rascunho do roteiro da obra, que retrata Bolsonaro como um candidato “azarão” que promete quebrar o sistema corrupto do Brasil em 2018. A trama mistura figuras políticas e personagens fictícios.
O grande vilão da obra é Paulo Pontes, apelidado de “Cicatriz”, descrito no roteiro como um ex-marxista e traficante preso por Bolsonaro em 1985 que fugiu do país, fez cirurgias plásticas e retornou como um empresário corrupto buscando vingança.
Ele usa o seu principal capanga, Tato, para contratar Aurelio Barba (personagem que representa Adélio Bispo, responsável pelo atentado contra o ex-presidente) para esfaquear Bolsonaro por R$ 10 mil.
Segundo o roteiro, ao descobrir que Bolsonaro continua vivo após a facada, Paulo Pontes exige que Tato termine o serviço no hospital. Tato, por sua vez, leva capangas armados para espancar apoiadores do lado de fora e tentar invadir o local onde Bolsonaro está internado. Contudo, ele é impedido por seguranças.
Além disso, o rascunho diz que, no dia em que Bolsonaro deixa o hospital, Tato volta armado para uma nova tentativa de matar o ex-presidente, mas novamente é impedido, desta vez por uma jornalista. Depois, Tato foge, mas é morto por um policial.
O filme termina com a eleição de Bolsonaro como presidente. Os últimos trechos do rascunho também apresentam a figura de um juiz da Suprema Corte, retratada de maneira sombria, conspiratória e alinhada aos vilões do filme.
No final do roteiro, enquanto a posse presidencial de Bolsonaro é transmitida na televisão, Paulo Pontes organiza uma reunião secreta em sua casa com um grupo de homens influentes. Entre esses homens, destaca-se um indivíduo descrito como magro, careca, sério e com um comportamento arrogante, com o texto insinuando que ele seria um ministro do STF (Supremo Tribunal Federal).
O longa é inspirado no texto “Capitão do Povo”, escrito por Mario Frias. A produção executiva é comandada por Eduardo Verástegui, conhecido internacionalmente pelo sucesso de Sound of Freedom. No Brasil, a produção está a cargo da GoUp Entertainment.
As gravações começaram em setembro de 2025 e tiveram como primeira locação o Hospital Indianópolis, na zona sul de São Paulo. O ator Jim Caviezel permaneceu cerca de três meses no Brasil participando das filmagens.
Filmado integralmente em inglês, Dark Horse foi concebido para alcançar o mercado internacional e ampliar o alcance da narrativa sobre a trajetória política de Bolsonaro.
Além de trabalhar na produção, Mario Frias também assina o roteiro do filme. O parlamentar comandou a Secretaria Especial da Cultura durante o governo Bolsonaro, entre 2020 e 2022. A direção é do cineasta americano Cyrus Nowrasteh.
Segundo Frias, Dark Horse é uma “superprodução em padrão hollywoodiano”, financiada exclusivamente com recursos privados e com elenco internacional. O deputado afirma que o projeto pretende retratar Bolsonaro como “o maior líder político brasileiro do século XXI” e aposta no potencial comercial do longa após a estreia.