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Defesa pede habeas corpus de Rodolpho e aguarda análise de desembargador

A defesa de Rodolpho Carlos, acusado de atropelar e matar o agente de trânsito Diogo Nascimento durante uma blitz da lei seca no bairro do Bessa, entrou na noite dessa segunda-feira (24) com um pedido de habeas corpus em caráter liminar pedindo a soltura imediata de seu cliente. O documento será analisado pelo desembargador José Ricardo Porto, que se reservou a apreciar a peça apenas após receber informações do juiz Marcos William, que determinou a prisão do acusado. As informações são do Correio Online.

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Segundo o advogado Sheyner Asfóra, a defesa entende que a decisão pecou na técnica, uma vez que ao invés de analisar os requisitos da prisão preventiva, o que se vê é uma tentativa de antecipação de pena.

Rodolpho Carlos foi preso na noite dessa segunda-feira (24) no prédio onde mora, em Manaíra, área nobre de João Pessoa.

De acordo com o delegado superintendente da Polícia Civil, Marcos Paulo Vilela, Rodolpho foi preso no mesmo local onde foi apreendido o Porsche, carro usado no crime. O delegado informou que Rodolpho Carlos foi levado para a carceragem da Central de Polícia Civil, no Geisel, onde vai aguardar a audiência de custódia que deverá ocorrer nesta terça-feira (25). Se a prisão for mantida, ele poderá seguir para algum presídio de João Pessoa.

Segundo o juiz Marcos William, titular do 1º Tribunal do Júri da Capital, o processo foi analisado por ele, que decidiu pela prisão e encaminhou o processo ao cartório. “Já designei audiência e está caminhando o processo. Determinamos pela prisão de Rodolpho Carlos e o mandado deverá ser cumprido ainda hoje”, afirmou o juiz.


O caso

Diogo Nascimento foi atropelado na madrugada do dia 21 de janeiro quando trabalhava em uma operação da Lei Seca no Bessa, em João Pessoa. O acusado de atropelá-lo, Rodolpho Carlos, desobedeceu a ordem de parada e avançou um Porsche sobre o agente. A vítima chegou a ser socorrida para o Hospital de Emergência e Trauma Senador Humberto Lucena, mas morreu no dia seguinte.

A Justiça pediu que Rodolpho fosse preso, mas o desembargador Joás de Brito concedeu habeas corpus na madrugada do domingo (22), antes mesmo do suspeito ser detido. O carro dele foi apreendido. Durante a semana que se sucedeu ao atropelamento, a Polícia Civil e o Ministério Público da Paraíba formularam novo pedido de prisão de Rodolpho e o caso ficou pendente até esta segunda-feira (24), quando foi tomada a decisão do juiz Marcos William.

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