Depois da lua de mel

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João Pessoa relevou as diferenças e ‘bancou’ nas urnas a aliança PT e PSB. Ao invés de protestar a incoerência, a cidade preferiu enxergar a possibilidade de frutos. O mais lógico seria a unidade das gestões municipal e estadual na construção de ações e políticas comuns para a Capital.

O pessoense apostou nessa perspectiva. Passada a lua de mel da aliança, João Pessoa quer experimentar na prática o que a teoria de Cartaxo e Ricardo projetou, no calor da campanha e no frisson do guia eleitoral. Além da vitória do governador e da boa votação de Lucélio, o que essa aliança retribuirá no campo administrativo?

Essa é a pergunta a ser respondida por ambos, porque até agora não se sabe de um projeto comum ou de algum convênio entre Estado e Prefeitura para responder aos problemas e anseios da cidade. Além do mais, publicamente, não houve uma audiência sequer entre ambos para debater e discutir parcerias.

E João Pessoa tem muitas carências e necessidades de políticas e esforços comuns. Afora as mais conhecidas, como Segurança e Mobilidade Urbana, bem que Ricardo e Cartaxo poderiam juntos desenvolver um projeto definitivo de revitalização real do nosso Centro Histórico. Até agora, o que houve foram arremedos estéreis.

Se quiserem, podem pegar o exemplo do Recife. Lá, a cidade antiga ganhou novos ares com o pólo tecnológico, responsável pelo aquecimento da economia e movimentação de gente durante a semana. No domingo, a ciclovia flui de vários pontos e faz do Marco Zero e zona portuária um grande espaço de convergência.

Mas há muitas outras áreas e pontos comuns, entre Estado e Prefeitura, a merecerem atenção especial e ações compartilhadas. Para João Pessoa, a aliança – exitosa nas urnas – só terá sido boa se atender além dos políticos e produzir resultados coletivos. Esses sim, a população pode desfrutar.

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