Suspeito de envolvimento com o doleiro
Alberto Youssef, preso pela Polícia Federal no âmbito da Operação Lava Jato, o
deputado André Vargas (sem partido-PR) ganhou mais um dia para apresentar
defesa escrita no Conselho de Ética da Câmara.
Com isso, o ex-vice-presidente da Casa, que
confessou ter usado um jatinho pago pelo doleiro, terá agora até o dia 28 para
se pronunciar. De acordo com o presidente do Conselho de Ética, deputado
Ricardo Izar (PSD-SP), Vargas pediu dois dias a mais de prazo para apresentar
defesa escrita.
O pedido foi atendido parcialmente porque, se
fossem concedidos os dois dias, na prática Vargas “ganharia” quase uma semana
no processo por quebra de decoro. Isso porque o prazo para defesa acabaria na
quinta-feira (29) e o conselho só voltaria a se reunir na semana seguinte.
Com o fim do prazo definido para a
quarta-feira (28), o relator do processo que avalia a cassação de Vargas,
deputado Júlio Delgado (PSB-MG), disse que no mesmo dia ou na quinta-feira (29)
vai apresentar requerimentos com pedidos de informações e convocação de
testemunhas.
No dia 29 de abril, o Conselho de Ética
aprovou, por unanimidade, parecer preliminar do deputado Júlio Delgado (PSB-MG)
que permitiu a continuidade do processo disciplinar contra André Vargas. Depois
da divulgação de sua relação com o doleiro, Vargas renunciou ao cargo de
vice-presidente da Câmara.
Em decorrência da denúncia, o deputado também
deixou o PT e tirou licença do mandato em abril. Nesta quarta-feira (14), ele
reassumiu a cadeira na Câmara..