O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados de Petróleo no Estado da Paraíba (Sindipetro-PB), Omar Hamad, disse nesta sexta (19) não ver problema nenhum que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) investigue um possível cartel nos postos de combustível de João Pessoa. O pedido de investigação foi anunciado pelo deputado federal Luiz Couto (PT).
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Segundo Omar, cada proprietário de postos tem o direito de cobrar o que achar necessário pelo litro dos combustíveis. Ainda segundo o presidente do Sindipetro-PB, cabe aos órgãos executarem a fiscalização e investigar a possível combinação de preços.
“Cada um pede o que quer [pelo litro da gasolina]. Não temos problema nenhum com a fiscalização e cabe aos órgãos competentes fazerem isso [analisar possível cartel]”, afirmou Omar Hamad.
O posicionamento do Sindipetro-PB foi dado após o deputado federal Luiz Couto (PT) pedir ao Cade que investigue denúncias de cartelização dos postos da Capital.
De acordo com o deputado, no fim de 2015 a Paraíba vivenciou um desabastecimento de gasolina e, com isso, os preços do combustível subiram de R$ 3,31 para R$ 3,59. A alegação dos empresários para o reajuste seria por causa de problemas na distribuição do combustível, segundo deputado.
“Foi notado pelos consumidores paraibanos quando do desabastecimento de gasolina verificado no fim do ano passado. À época, o litro do combustível era comercializado a R$ 3,31, mas, pelo falta temporária do produto, ele foi reajustado para R$ 3,59, com a justificativa dos donos de postos de que teriam que enviar caminhões a Recife para garantir o abastecimento. Contudo, em janeiro a oferta foi regularizada, mas os preços da gasolina continuaram os mesmos”, disse Luiz Couto.