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Desarticulação interna leva à intervenção no PT-PB

Em documento, partido destaca que decisões sobre candidaturas majoritárias, chapas proporcionais e alianças devem ser aprovadas pelo Diretório Nacional

Mais um partido sob intervenção na Paraíba: o PT. A Executiva Nacional da legenda, sob a justificativa de que a legenda na Paraíba enfrenta situação de “desarticulação interna”, determinou a recomposição do Diretório Estadual e da Executiva Estadual. As informações são do Blog Sony Lacerda.

O documento destaca ainda que as decisões sobre candidaturas majoritárias, chapas proporcionais e alianças devem ser aprovadas pelo Diretório Nacional.

O partido continuará sendo presidido por Jackson Macedo que, com o grupo do ex-governador Ricardo Coutinho, fechou aliança com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), pré-candidato ao Governo da Paraíba.

Pela recomposição, o grupo CNB fica com 23 vagas no diretório estadual e oito na Executiva; o Muda PT tem 16 e cinco vagas. Já a Resistência Socialista garantiu cinco vagas no diretório e duas na executiva, seguida do Movimento PT, com duas e uma vaga.

A resolução foi encaminhada um dia após o ex-presidente Lula e o governador João Azevêdo conversarem ao pé do ouvido, durante congresso nacional do PSB, em Brasília, com direito a fotos e sorrisos.

O que diz o documento:

O Diretório Estadual da Paraíba enfrenta uma crônica situação de desarticulação interna, que tem se refletido em frequentes episódios de indisciplina, judicialização das decisões partidárias e interferência externa.

A atual composição do Diretório Estadual deveria refletir um acordo, mediado pela instância nacional, para garantir a participação equilibrada das forças que compõem o PT da Paraíba.

Durante as eleições de 2020, um grave caso de indisciplina partidária esgarçou as relações políticas, alterando artificialmente a composição interna do PT.

O Diretório Estadual e a Executiva Estadual, atualmente, não representam mais o equilíbrio interno, que garantiu, por exemplo, a realização do 7º Congresso e o bom funcionamento das instâncias partidárias durante o início desta gestão.

Em pleno período pré-eleitoral, a Comissão Executiva Estadual, com duas cadeiras vagas, funciona de forma precária e enfrenta obstáculos à sua recomposição, apesar da indicação dos substitutos legítimos já ter sido feita formalmente pelos seus respectivos agrupamentos internos.

Um grupo dissidente que foi afastado do PT, por decisão legítima da instância nacional ou pela decisão pessoal de se desfiliar, começa a organizar um movimento externo para influenciar nas decisões da direção estadual.

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