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Dia das Mães com final feliz: uma espera de 18 anos até o sonho realizado

Após uma longa jornada, a paraibana Luciana encontrou na adoção o caminho para viver a maternidade
Foto: Arquivo pessoal

Desde muito jovem, Luciana Gonçalves carregava o sonho de ser mãe. Enquanto outras meninas brincavam de ser modelo ou secretária, ela já encenava, com afeto, o papel que desejava para a vida real. Quando se casou, o desejo se intensificou, mas os anos passaram – 18 ao todo –, e a gravidez não aconteceu. Foi então que ela decidiu mudar o rumo da história: buscou a Vara da Infância e se habilitou para a adoção.

A ligação veio de longe, a mais de 3.800 quilômetros de João Pessoa. Do outro lado da linha, uma oportunidade: um menino chamado José Fabrício, em Porto Alegre, esperava por ela. Portador do Transtorno do Espectro Autista (TEA), ele precisava de uma mãe, de acolhimento e de um amor incondicional. Sem condições financeiras para a viagem, Luciana começou a vender rifas para bancar o encontro, mas o destino sorriu de volta, e ela conseguiu a doação de duas passagens aéreas.

Foram 15 dias de adaptação na capital gaúcha, tempo suficiente para os laços se fortalecerem como se nunca tivessem sido separados. Hoje, os dois vivem juntos em João Pessoa, escrevendo uma história construída não pelo sangue, mas por escolhas diárias de amor, renúncia e dedicação.

“Eu penso que, se você engravida, você não sabe também como vai nascer seu filho, mas você já ama, ali na barriga. Não é um objetivo que você escolhe na prateleira de um supermercado. No meu coração, eu já sabia que teria que aceitá-lo da maneira que fosse. Ser mãe é amor, é renúncia. É se doar. É se colocar no lugar de alguém que é ainda, às vezes, indefeso”, disse.

Assista à história completa na reportagem abaixo:

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