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Dilma ouve cobran?a de moradores durante mobiliza??o de combate ao Aedes aedypti, no Rio

Vizinhos da Base Área de Santa Cruz, onde a presidente Dilma Rousseff esteve, neste sábado (13), orientando para o combate do mosquito Aedes aegypit, moradores cobraram o desentupimento de valões e saneamento básico. A visita da presidente à comunidade Caminho do Zeppelin, na Zona Oeste do Rio de Janeiro, fez parte do Dia Nacional de Mobilização para o Combate ao Mosquito Aedes Aegypti, uma das doenças transmitidas pela picada do inseto, assim como a dengue e o chikungunya. Durante a visita, a presidente recebeu reclamações dos moradores.

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A zona oeste, onde fica Santa Cruz, área escolhida pela presidente Dilma para a campanha, é uma das regiões com maior infestação do Aedes na cidade do Rio. Neste sábado, junto com o governador Luiz Fernando Pezão, e o prefeito, Eduardo Paes, Dilma conversou com moradores e discutiu medidas efetivas para acabar com a proliferação do mosquito.

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Segundo os moradores, os valões nas ruas Prado Júnior e Novecentos e Noventa e Nove não canalizam a água para tratamento. Misturada ao esgoto e ao lixo, fica parada, transformando as valas, rodeadas de mato, em local perfeito a proliferação de insetos. As duas valetas foram abandonadas depois das obras, disseram. Na sexta-feira (12), às vésperas da visita da presidente, as valas receberam uma limpeza superficial, mascarando a persistência do problema, afirmaram.

“Tem dias que a gente vê uma nuvem de mosquito passar aqui nesse valão”, destacou a moradora Célia Gomes, de 58 anos. Morando há anos na comunidade, ela acredita que as obras de canalização, em vez de diminuir o número de insetos, acabaram aumentando a quantidade. Antes, a água era corrente. Jogue uma pedra que você a nuvem.”

Preocupados com casos de dengue e de Zika, a comunidade quer que a prefeitura e o governo do estado façam as intervenções necessárias. “De que adianta nos pedirem para combater o mosquito dentro de casa, nos entregarem papel (informativo) se, quando a gente sai, é picada na rua, se o esgoto está na nossa porta?” questionou Sirlea Lopes, de 63 anos.

Os moradores contam que por causa da infestação de mosquitos, não é possível viver sem repelente ou inseticidas em casa. “A gente acaba gastando um dinheirão”, reclamou Célia.

Na casa de Lucimara Delfino, de 43 anos, durante uma rápida passada, a presidente ouviu pedidos por melhorias. Segundo a moradora, que toma o cuidado de tirar a água de suas bromélias cotidianamente, sem uma solução para o saneamento, é difícil acabar combater as doenças. “Tem muita água parada aqui, na vala, então…”, reclamou a moradora à presidente, que cutucou o prefeito Eduardo Paes para que resolva as queixas dos moradores do Zeppelin.

Em entrevista à imprensa no local, a presidente Dilma disse que faz investimentos em esgotamento sanitário, mas não detalhou números. “Nós, incluindo eu, o governador Pezão e o prefeito Eduardo Paes, nos últimos tempos, fizemos mais saneamento, entendido como esgoto tratado e abastecimento de água, do que na história desse país aqui”, declarou.

A comunidade próxima a Base Aérea recebeu obras de asfaltamento e saneamento há menos de dois anos, mas que precisam de manutenção constante. Antes, por causa das chuvas, as casas chegavam a ser alagadas, o lixo e o esgoto voltavam para dentro das residências. A situação ainda não mudou próximo ao Valão da Prado Júnior, que não foi finalizado. Lá, a cena se repete em dias de temporal.

A prefeitura informou que voltará à localidade na segunda-feira (15) para verificar os problemas.

Saneamento básico

De acordo com a Associação Brasileira de Saúde Coletiva (Abrasco), a falta de saneamento básico está diretamente relacionada a proliferação de doenças. Para combater o mosquito que transmite a zika, a recomendação da entidade é de mais investimentos nesta área.

“Que as ações de controle vetorial no ambiente seja uma atribuição dos órgãos de saneamento e de controle ambiental municipais, estaduais e nacional e não só do SUS [Sistema Único de Saúde]”, orienta, em documento recente sobre fragilidades no combate à Zika.

A organização condena ainda a pulverização de inseticidas e a adição de larvicida em água potável.

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