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Diretoria do Botafogo da Para?ba anuncia Dissor como pr?ximo homenageado

A diretoria do Botafogo anunciou, neste domingo (27), o próximo ex-jogador a ser homenageado pelo clube. Trata-se do ponta-direita Dissor, que estará no campo do Estádio José Américo de Almeida, O Almeidão, pouco antes do apito inicial da partida diante do CSP.

Dissor atuou pelo alvinegro da estrela vermelha entre 1967 e 1970, quando veio para João Pessoa, após ser lançado pelas categorias de base do Nacional, da cidade de Patos, sertão paraibano.

O ex-craque receberá, das mãos do vice-presidente do clube, Francisco de Assis, e do vice-presidente do Departamento Social, Francisco di Lorenzo Serpa, uma camisa oficial e a comenda ‘Nininho, o Fiapo de Ouro’. Esta é uma série de homenagens que a diretoria vem prestando, como forma de dar enfoque a estes ídolos que escreveram a história do clube.

Confira as palavras do vice-presidente do Departamento Social, Francisco di Lorenzo Serpa:

Um ponta artilheiro

Ele nasceu Edilson Brandão de Lucena, mas ficou conhecido como DISSOR. Vindo de uma cidade que sempre forneceu bons jogadores ao estado – Messias, Pistola, W. Luiz e tantos outros -, Dissor surgiu nas categorias de base do Nacional de Patos.

Mas em 1967 ele, para a nossa alegria, veio jogar no time profissional do Botafogo Futebol Clube e de imediato assumiu a camisa de número sete do clube, jogando de ponta direita até o ano de 1970, sempre como titular.

Dissor era um ponta direita que sabia explorar a hoje abandonada linha de fundo, efetuava cruzamentos precisos e certeiros, deixando o centroavante em posições de marcar; basta perguntar aos companheiros de equipe e cronistas daquela saudosa época.

Mas ele não só servia os centroavantes daqueles memoráveis times, como também marcava seus muitos gols. Ele era artilheiro. Todos os anos ele participava da briga pela artilharia do campeonato estadual, o que conseguiu no ano do tricampeonato – 1970 -, quando marcou 14 vezes nas redes dos adversários.

Mensalmente, dirigentes dos clubes de Recife – Sport, Santa Cruz e Náutico -, aqui vinham querendo comprar o seu passe. O Fortaleza também entrou nessa disputa pelo seu ofensivo futebol.

Porém, Dissor estava noivo, tinha conseguido um emprego no antigo Banco do Estado da Paraíba e queria uma segurança financeira, o que na época não havia no futebol paraibano. E ao final do Dissor resolveu pendurar a sua famosa chuteira.

Uma das boas lembranças que ele tem daquela época, foi o fato de receber as faixas de campeão das mãos de Édson Arantes do Nascimento, o Rei Pelé, em um jogo amistoso disputado no antigo campo do Boi Só.

Com certa tristeza, ele lembra o seu lícito gol de cabeça, injustamente anulado por um juiz cearense, na grande final contra o Treze Futebol Clube, dentro do Presidente Vargas.

Hoje, aposentado, Dissor vive entre o seu apartamento na praia do Bessa, e a casa da famosa cidade batizada de Morada do Sol, com bastante harmonia familiar.

Em nome da Diretoria Executiva do Botafogo Futebol Clube, temos a honra e o prazer de entregar-lhe a comenda “Nininho, o Fiapo de Ouro”, e uma camisa com o seu nome escrito nas costas, pois tenhas certeza que escreveste o teu nome na história do clube.

Obrigado, Dissor!

Francisco Di Lorenzo Serpa

Vice-presidente social

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