
O treinador do Campinense, Luan Carlos chegou a entregar o cargo depois da derrota para o Iguatu-CE, por 3 a 1, na última rodada do Campeonato Brasileiro da Série D. Ele alegou que os jogadores não seguiram suas orientações táticas para justificar mais um fracasso do time.
Para sustentar seus argumentos, o técnico Luan Carlos considerou que os jogadores do Campinense foram desligados, desatentos, displicentes e, por isso, aconteceu o apagão combinando com a derrota de número três ao longo da Série D.
“A diretoria do Campinense deve avaliar o trabalho, para saber se deve continuar ou não. Procuro sempre deixar meu cargo à disposição. O sentimento que tenho aqui é de indignação, vergonha, e acho que tudo que foi planejado para o jogo a gente não executou. Então deve ter algum problema e talvez este problema seja ser eu”, desabafou o treinador.
A campanha do Campinense depois de seis rodadas, além de deixar o torcedor revoltado, fez a comissão técnica e os dirigentes ficarem alertas. Mesmo assim, o clube não se manifestou em relação à troca do comando técnico da Raposa, mesmo com o momento de tumulto.
Luan Carlos recomenda reuniões entre jogadores, comissão técnica e a diretoria para mudar este comportamento, evitando novas derrotas. O Campinense, segundo a tabela, ainda terá outras oito partidas para cumprir e pode administrar sua classificação para a próxima fase.
De acordo com a assessoria do clube rubro-negro o treinador “não colocou diretamente o seu cargo à disposição, apenas disse que a diretoria poderia avaliar a continuidade do trabalho. Ele segue no comando da equipe”.
Os treinamentos desta quinta-feira (8) tiveram Luan Carlos no comando. O foco do clube é no confronto diante do Potiguar-RN, sábado (10), no estádio Amigão, às 16h, quando a Raposa busca a reabilitação para se firmar na competição.