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Disputa interna

Se disser “xô infiéis” (considerando como tais os que se aliaram aos adversários do 1º turno ou mesmo subiram em palanques adversários por compartilhar apoios), o PMDB perderá a posição de maior partido no Estado para ficar no último lugar. Dos 57 prefeitos elei- tos em 2012, poucos assumiram a candidatura de Vital do Rêgo. Com os vereadores foi igual. E os candidatos tentaram salvar egarantir mandatos.

A força de algumas lideranças e o fator sorte deram ao partido um resultado final inimaginável para quem entrou na disputa sem atrair um único aliado: conquistou a vaga no Senado, elegeu três deputados federais (os outros partidos só conseguiram uma vaga, cada) e quatro estaduais (a segunda maior bancada na Assembleia). E ainda ajudou a definir a disputa pelo Palácio da Redenção, apoiando Ricardo Coutinho.

A crise não foi superada por esse saldo positivo. Depois de renunciar a candidatura a governador e ser eleito deputado, Veneziano Vital do Rêgo passou a cobrar punição para os infiéis. Diante da posição contrária de José Maranhão (certamente por conta da abrangência de qualquer medida), propôs sua substituição do comando do PMDB, alegando a existência de um acordo de rodízio feito em 2011.

A proposta de Veneziano divide a parte do PMDB que esteve unida nestas eleições. A pressa fez o campinense cometer dois erros estratégicos: levou o debate a público antes de propô-lo internamente e sugeriu o irmão, o senador Vital do Rêgo para assumir a presidência, personalizando o projeto de tomada do poder.

Para o deputado Manoel Júnior, presidente do PMDB de João Pessoa e incluído na lista dos infiéis, qualquer movimento é inócuo, pois os mandatos no PMDB foram prorrogados até dezembro de 2015. Considera o confronto desnecessário e imaturo. Entende que o partido já errou demais e que é hora de olhar para a frente.

Para ele, os eleitos pelo PMDB são heróis, pois a legenda não ofereceu sequer palanque físico aos candidatos. Diz que o próprio Veneziano subiu em palanques de Ricardo e de Cássio para falar aos eleitores no 1º turno. “Então, quem é infiel?”, questiona.

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