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Dois coordenadores

O que começou como disputa por poder – a coordenação da bancada federal – entre os deputados Benjamin Maranhão (SD) e Wilson Filho (PTB), virou confronto entre os que apoiam o governador Ricardo Coutinho e os que estão na oposição na Paraíba e denunciam sua intenção de boicotar as gestões de João Pessoa e Campina Grande, governadas por adversários que estão se credenciando para o governo em 2018.

Primeiro Wilson Filho reuniu assinaturas para tomar a coordenação de Benjamin, que por sua vez divulgou carta aberta apontando o governador como articulador desse movimento e acusando-o de querer impedir que as duas maiores cidades da Paraíba recebam recursos de emendas de bancada, as mais substanciais.

Na sequência, Cássio Cunha Lima (PSDB) corroborou a denúncia de Benjamin e garantiu que os senadores não permitirão que as cidades sejam prejudicadas. Lançou José Maranhão (PMDB) para coordenador da “bancada de senadores”, deixando implícito que não vão avalizar um escolhido com tal intenção.

Ao invés de “bancada da Paraíba”, poderemos ter uma “bancada de senadores” e uma “bancada de deputados”, um racha que só não ocorrerá se o consenso levar um tertius para a coordenação.

A conjunção de interesses coloca os peemedebistas Veneziano Vital do Rêgo e Hugo Motta no grupo de Wilson Filho. O primeiro foi derrotado pelo tucano Romero Rodrigues na eleição para prefeito de Campina Grande e vem perdendo espaços no colégio eleitoral que lhe deu 35,41% da votação que obteve para deputado federal.

Com Hugo Motta não é diferente. Em 2014 sua avó, Francisca Motta era a prefeita de Patos e ele obteve 62,93% dos votos apurados na cidade para a Câmara Federal. Em outubro passado seu pai, Nabor, perdeu a prefeitura para o tucano Dinaldinho Wanderley. É o 5° colégio eleitoral do Estado e centro de região metropolitana com 24 municípios.

Nos dois casos, vale o provérbio segundo o qual “inimigo do meu inimigo é meu amigo”. Tanto é verdade que os dois também apoiam o governo de Ricardo Coutinho. E sendo os que poderiam mudar a correlação de forças que pode confirmar Wilson Filho, do bloco de Ricardo, na “bancada dos deputados”, não será fácil a conversa em torno de um tertius para a “bancada da Paraíba”. E dividida, perde a Paraíba.

TORPEDO

“É a minha sugestão e com certeza será acolhida pelo senador Raimundo Lira, pela experiência e competência que tem o senador Maranhão. Não vamos permitir, sob hipótese nenhuma, nenhum tipo de retaliação, de perseguição as cidades de João Pessoa e Campina.”

Do senador Cássio Cunha Lima lançando José Maranhão para coordenador dos senadores, para enfrentar racha na bancada da Paraíba.

Desafio

Como líder do governo, Aguinaldo Ribeiro (PP) festejou a aprovação da reforma trabalhista por 296 a 177 votos. Mas Michel Temer precisará de mais – o mínimo de 308 votos –para aprovar a reforma da Previdência.

Votos

Dos 12 deputados federais paraibanos, 10 votaram na reforma trabalhista, sendo apenas dois contra: Veneziano Vital (PMDB) e Luiz Couto (PT). Os ausentes foram Damião Feliciano (PDT) e Wellington Roberto (PR).

Diálogo direto

Decidido a fortalecer ainda mais o diálogo direto com a população, o Luciano Cartaxo mobiliza equipe para as novas etapas do Orçamento Participativo, que reuniu mais de 3 mil pessoas em seis assembleias.

Diálogo direto 2

O prefeito reforçará compromisso com a política de controle social. Em maio tem assembleia para eleger o conselho. Depois, reuniões por bairro para definir prioridades e o OPCA, voltado às crianças e adolescentes.

ZIGUE-ZAGUE

Renato Duque pediu a Moro para ser interrogado novamente sobre envolvimento de Antonio Palocci na Petrobras e manifestou vontade de cooperar com investigações.

A defesa de Antonio Palocci, que há poucos dias se ofereceu para ajudar Lava Jato, entrou imediatamente com recurso para impedir a delação de Duque.

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