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Dom Pedro II

Preparado para governar um país com dimensões continentais, a partir dos cinco anos, desde que seu pai abandonou a família e a Nação, Dom Pedro II, foi imperador do Brasil por longos 49 anos. Se estivesse vivo, teria completado 189 anos no último dia 2. Como o ser humano não nos padrões bíblicos, hoje faz 123 anos da morte de Pedro de Alcântara, como gostava de ser chamado um dos governantes brasileiros mais respeitados e admirados no cenário internacional. Um homem que assegurou a integridade territorial do país-continente, no século XIX, em período de intensas transformações políticas e tecnológicas no mundo.

Monarca, Dom Pedro II não poderia expressar publicamente sua admiração pela República, da qual foi vítima em 1889, quando um golpe comandado pelo marechal Floriano Peixoto (admirador da monarquia), o depôs, forçando sua partida para o exílio na Europa (juntamente com todos os membros da família imperial), onde morreu no dia 5 de dezembro de 1891, aos 66 anos, em Paris.

Ele foi enterrado em Lisboa. No caixão, seu corpo foi colocado sobre terra do Brasil que ele próprio coletou (ou mandou coletar) em todas as províncias que visitou, inclusive na Paraíba, onde passou o Natal de 1859. A terra foi encontrada em um saco no hotel onde o imperador estava hospedado, em Paris, quando morreu. Em carta, segundo historiadores, ele teria pedido para que a terra o acompanhasse no caixão para a posteridade. Seus restos mortais estão no Museu Imperial de Petropólis, no Estado do Rio.

Os restos mortais só retornaram ao País em 1921, depois que foi revogada, em 1920, a lei que baniu a família imperial do País. A ideia era que o corpo estivesse no Brasil por ocasião dos 100 anos da independência proclamada pelo seu pai, o imperador Dom Pedro I, dia 7 de setembro de 1822.

Dom Pedro II foi um político brasileiro admirado e influente cenário internacional da época. Sua deposição pelo golpe civil-militar de 1889 repercutiu em todo o mundo pelo fato do imperador ser um governante com ideias progressistas com trânsito livre entre republicanos na América e na Europa. Após sua morte, o governo republicano francês ignorou apelos do governo republicano brasileiro e proporcionou honras de chefe de Estado ao imperador morto. Hoje, 123 anos após sua morte, o Brasil continua sendo uma República. E reconhece os relevantes serviços prestados por Pedro II à nação. Passado e presente estão reconciliados. (Adelson Barbosa dos Santos)

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