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Elba, Geraldo e Alceu fazem show ‘O Grande Encontro’ na Paraíba

Quando, em 1995, Elba Ramalho, Alceu Valença, Geraldo Azevedo e Zé Ramalho se apresentaram juntos no palco, geraram um dos shows brasileiros mais lembrados daquela década. Uma afirmação da musicalidade e da qualidade artística do Nordeste, mais precisamente da Paraíba e de Pernambuco. Elba, Alceu e Geraldo trazem essas memórias de volta na quarta edição de O Grande Encontro, se apresentando nesta sexta-feira (25) em Campina Grande e sábado (26) em João Pessoa.

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A nova versão é derivada de um show que Elba e Geraldo vinham fazendo, Um Encontro Inesquecível. Daí veio o convite a Alceu para celebrar os 20 anos do primeiro show.

É o retorno de Alceu ao projeto – ele não participou dos volumes 2 e 3, em 1997 e 2000. “Na época, a gravadora não me deixou sair”, diz o pernambucano, que completou 70 anos este ano com uma série de lançamentos e lembra o primeiro show. “Foi um encontro dessa geração que levou a música nordestina para o sul do país”, diz, referindo-se à onda musical nordestina dos anos 1970, que também teve Fagner e Belchior, entre outros.

“A gente é tão entranhado que as pessoas confundem um com o outro”, conta Geraldo Azevedo. Alceu e Geraldo estrearam em disco como dupla, em 1972. “Já me passei por Alceu várias vezes. E Alceu já me contou a história de que passou uma noite todinha acertando um show de Geraldo Azevedo!”.

“Zé tocava viola comigo. Quem ia apresentar Elba aqui (no Rio) era eu”, enumera Alceu. “Depois, Elba e Geraldo moraram num prédio vizinho a mim. Ela fez teatro em peças em que eu e Geraldinho fizemos a música”.

“As primeiras pessoas que conheci no Rio foram Alceu e Geraldo”, conta Elba – que, como Alceu e Geraldo Azevedo, conversou com o CORREIO por telefone na semana passada. “Fui backing vocal de Alceu (de 1974 a 1979). Com Geraldo eu dividi apartamento, dividi dinheiro. Esse apartamento era cheio de músicos, tocávamos a noite inteira. Tudo o que eu sou de violonista, eu devo a ele”.

“O Grande Encontro marca nossa relação de amizade”, diz Geraldo. “Foi  juito honesto, natural”, completa Alceu.  Elba ressalta que o projeto, desde o começo, não era uma criação de gravadora, juntando alguns artistas para gerar marketing: “Temos uma história artística sólida”.

O elefante na sala é, claro, a ausência de Zé Ramalho, que esteve nos três primeiros encontros, mas agora leva falta.Procurado, ele não quis voltar. “”Zé não topou, de cara. Ele tem a coisa bem pragmática. Para ele, fechou o ciclo”, conta Geraldo. “Nós respeitamos”, completa Elba. “Ele está lançado um trabalho dele”.

“Já fiz isso, estaria me repetindo”, foi o que Zé disse ao jornal O Globo. “Mas o trio tem todo direito de fazer, desejo sucesso”. Ninguém comenta as histórias de ânimos acirrados que teriam havido entre estes artistas de temperamento forte.

Clássicos e novidades

A presença de Zé Ramalho está no repertório. “Chão de giz”, cantada por Elba, e “Frevo mulher”, com o trio. O formato do show segue o que o primeiro consagrou: o trio começa cantando junto, depois vão se alternando duos e solos até todos se reunirem mais uma vez para o segmento final.

Há desde canções consagradas a músicas inéditas. “Bicho, é o maior conflito”, diz Geraldo Azevedo, sobre a escolha do repertório. “É música demais”. Mas o trio combinou clássicos como “Anunciação”, “Bicho de sete cabeças” e “Banho de cheiro” com inéditas como “Só depois de muito amor”, música de Geraldo sobre poesia de Abel Silva, e “Ciranda da traição”, de Alceu. Na turnê, Elba canta pela primeira vez “Sangrando”, de Gonzaguinha.

“O Grande Encontro tem uma coisa interligada ao passado, ao presente e ao futuro”, diz Geraldo. “Coloca tudo como uma coisa só”.

Mas, em vez de acústico, como o primeiro, este show conta com uma banda acompanhando o trio. “É um show para a geração que nos viu há 20 anos, para os filhos dessa geração que ouviram com os pais e para uma rapaziada que pegou carona nessas audições”, convida Elba.

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