O caso do preso provisório em Catolé do Rocha, no Sertão da Paraíba, que foi o sexto vereador mais votado nas eleições de domingo passado naquele município, chamou a atenção do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes. O presidente do TSE defendeu que a prisão provisória seja revertida em prisão preventiva, para acusados de diversos crimes como é o caso de Ubiraci Rocha, vulgo ‘Bira’. A matéria que ganhou repercussão nacional foi trazida em primeira mão pelo Portal Correio.
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As declarações do ministro Gilmar Mendes foram publicadas pela coluna Diário do Poder, do jornalista Cláudio Humberto. “É a única maneira de enquadrar na Lei Ficha Limpa o bandido que responde por homicídios e tráfico de drogas”, defendeu Gilmar Mendes, destacando que o vereador eleito saiu da cadeia algemado para votar e ser eleito vereador em Catolé do Rocha.
Para o ministro, a eleição de ‘Bira’ envergonha os brasileiros e constrange a Justiça Eleitoral, já que, segundo o ministro, trata-se de um “traficante, que integra um grupo de extermínio”.
Em sua coluna, o jornalista Cláudio Humberto chama a atenção para a legislação demagógica, que assegura o direito ao voto no sistema prisional. “Com o direito de voto dos presos, a campanha eleitoral leva candidatos a assumir compromissos como bandidos”, ironiza o colunista.
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