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Em cinco anos, Paraíba terá dois terços de seus médicos com menos de 40 anos, estima CFM

Pesquisa "Demografia Médica 2024" revela que a Paraíba tem a maior proporção de profissionais médicos com até 29 anos por mil habitantes
Vagas de emprego, Campina Grande,
Foto: Pixabay

A pesquisa Demografia Médica 2024 do Conselho Federal de Medicina (CFM) revela que a Paraíba tem a maior proporção de profissionais médicos com até 29 anos por mil habitantes – o índice, de 0,95, é superior a média nacional, de 0,53.

Segundo o Conselho, a estimativa é que, em cinco anos, o estado tenha dois terços de seus médicos com menos de 40 anos.

O número alto de faculdades de Medicina e o crescimento da oferta de programas de Residência Médica são alguns dos motivos apontados para justificar estes dados, segundo o CFM. Para o presidente do Conselho Regional de Medicina da Paraíba (CRM-PB), Bruno Leandro de Souza, esses fatores dão mais condições para a permanência dos profissionais formados no estado.

Os médicos recém-formados, há 10 anos, tinham que sair do estado para se especializar, pois havia poucos programas de Residência Médica. Atualmente, há mais de 300 vagas oferecidas por diversas instituições e em várias especialidades. Assim, o médico se forma na Paraíba e pode permanecer aqui, um local com boa qualidade de vida, apesar de oferecer remuneração menor que outros estados

O levantamento também indica que, entre 2011 e 2024, a quantidade de médicos na Paraíba aumentou 152%.

A densidade de médicos por mil habitantes no estado é de 3,08 por cada grupo de mil pessoas. O levantamento do CFM também mostrou que 60% destes médicos estão em João Pessoa.

Prova de proficiência é necessária, diz presidente do CRM-PB

Segundo Bruno Leandro de Souza, o aumento na quantidade de profissionais não se traduz, necessariamente, em mais qualidade. Por isso, destacou a importância da prova de proficiência nas faculdades de medicina.

“Esta é uma proposta antiga do CRM-PB e que agora tem o apoio também do CFM (Conselho Federal de Medicina). Precisamos buscar a qualidade do serviço desde a formação, sabermos quais os pontos críticos e quais as faculdades que precisam de ajuda”, afirmou.

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