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Em JP, Sérgio Gabrielli diz que Pasadena dá lucro e defende Lula na Casa Civil

O ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, defendeu, em João Pessoa (PB) a compra da refinaria de petróleo em Pasadena, Texas (EUA). Para ele, “foi um bom negócio” para a estatal brasileira e “continua sendo, tanto que está dando lucro”. A compra, em 2006, levantou suspeitas de superfaturamento e evasão de divisas na negociação. Assista abaixo.

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Sérgio Gabrielli está em João Pessoa para uma palestra. Ele afirmou que não é alvo da operação Lava Jato e que apenas foi citado numa delação premiada de Nestor Cerveró, sem qualquer prova contra sua atuçaõ como presidente da estatal. Gabrielli presidiu a estatal entre 2005 e 2012. Ele antecedeu Graça Foster.

O ex-presidente da Petrobras defendeu a nomeação do ex-presidente Lula para ministro da Casa Civil. Disse ainda que, até agora, não há nada que prove envolvimento da presidente Dilma Rousseff nas denúncias de corrupção.

No caso da compra da Pasadena, Gabrielli disse que na época o ex-presidente da Petrobras, José Jorge, ligado ao Democratas, violou critérios técnicos para permitir uma futua negociação. Na época da compra, Gabrielli era o presidente e a atual presidente da República, Dilma Rousseff, presidente o Conselho de Administração da estatal, que deu aval à operação.

Em 2006, a Petrobras pagou US$ 360 milhões por 50% da refinaria (US$ 190 milhões pelos papéis e US$ 170 milhões pelo petróleo que estava em Pasadena). O valor é muito superior ao pago um ano antes pela belga Astra Oil pela refinaria inteira: US$ 42,5 milhões.

Gabrielli disse que não vê qualquer falha na nomeação de presidentes de estatais fora dos seus quadros. Ele frisou que na maior parte das estatais de países mais desenvolvidos, a presidência sempre é uma indicação do maior acionista da empresa. Ressaltou que na Petrobrás, a diretoria já teve dos seus quadros próprios diversos diretores, com mais de 30 anos de nomeação, sendo que alguns deles estão denunciados e presos na operação Lava Jato.

O ex-presidente da Petrobras ainda falou sobre as manifestações do domingo passado (13). Reconheceu como “legítimos”, mas ressaltou que numa faixa de 6 milhões de manifestantes a grande maioria era de brancos, com boa renda familiar e com emprego, o que, na sua leitura, não representa a população brasileira e nem os eleitores da presidente Dilma.

 

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