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Produto promete salvar aparelhos portáteis que caem na água

Mais de 2 mil usuários de iPhone, 4,8% dos entrevistados disseram que tiveram que trocar o aparelho devido aos danos causados pela água

Tanto quanto azeite, celular também não se mistura com água. Quem já perdeu o telefone por conta da oxidação sabe os prejuízos que enfrentou ao ver os danos em aparelhos caros ou cheios de contatos e arquivos. Uma empresa promete soluções, um técnico orienta e usuários mostram como fazem para driblar o problema antes do celular apagar.

A estudante Maria Izabel Rodrigues, de 27 anos, disse que já perdeu dois aparelhos por conta da oxidação. Ela fala que saiu para uma festa de carnaval e mesmo protegendo o celular com um saco plástico, não conseguiu livra-lo da chuva. Outra vez, Izabel conta que não lembrou que estava com o telefone em um dos bolsos e pulou em uma piscina durante uma festa.

A professora de educação física Nailla Souza, de 26 anos, também teve problemas com o telefone, mas destaca que conseguiu resolvê-lo com uma medida caseira muito eficiente. Depois de também ter o aparelho molhado em uma piscina, ela agiu rápido utilizando um secador de cabelo no equipamento e depois o colocando no pote de arroz. Segundo ela, a ideia deu certo e o celular está funcionando normalmente até hoje.

O atendente técnico da Apple Tec em João Pessoa, Gilmar Alves, defende a iniciativa e explica que o secador e o arroz são extremamente úteis para a evaporação da água e absorção da umidade, respectivamente, o que elimina a possibilidade de oxidação do celular.

Porém, ele diz que isso nem sempre funciona porque o processo de oxidação é muito rápido e mesmo com toda essa correria para tentar salvar o aparelho, o ideal é levar o equipamento a uma empresa técnica para os reparos. Gilmar revela que só na Apple Tec chegam em média dois telefones por dia com problemas desse tipo. “A segunda-feira é o dia que mais recebemos, depois do fim de semana, quando as pessoas costumam ir à praia ou à piscina e acabam enfrentando esses problemas”, disse Gilmar.

Segundo pesquisa realizada pela AF Internacional com mais de 2 mil usuários de iPhone, 4,8% dos entrevistados disseram que tiveram que trocar o aparelho devido aos danos causados pela água. Os principais casos foram: queda no vaso sanitário (35%) e derramamento de bebidas (30%).

Para assumir o papel de salva-vidas dos eletrônicos, a AF Internacional apresentou recentemente em São Paulo o ‘AF Tech-Rescue’, que promete recuperar equipamentos danificados acidentalmente pela água.

O produto atua como um kit de emergência para celulares, smartphones, tablets, câmeras, MP3 players e outros equipamentos eletrônicos que sofreram imersão rápida ou prolongada em líquidos. Trata-se de uma embalagem plástica selada, que tem um zip e sistema de secagem que retira a umidade de dispositivos eletrônicos que foram molhados de forma acidental.

De acordo com a empresa fabricante, em casos de imersão em líquidos como água salina, água de piscina, álcool e conteúdos de vaso sanitário, o eletrônico deve ser desmontado e lavado com água limpa, com as peças separadas. Depois, o usuário deve secar a água visível do equipamento e das peças e, em seguida, o aparelho pode ser colocado dentro do AF Tech-Rescue para recuperação e lacrado com o zip. O tempo de ação pode variar de 48 horas, para equipamentos menores como smartphones e 84 horas, para eletrônicos que não desmontem as peças ou que sejam maiores.

O kit ‘mini’ foi desenvolvido para aparelhos menores, como smartphones, câmeras e relógios; o ‘maxi’ suporta itens maiores, como tablets de 10 polegadas por exemplo. No Brasil, o produto está disponível apenas no tamanho ‘mini’ (175mm x 240mm) com preço sugerido de R$ 29,90.

A empresa deixa claro que o produto é capaz de remover e recuperar os equipamentos, mas, por várias circunstâncias, como, por exemplo, se a água queimar algum componente eletrônico, o AF Tech-Rescue não terá como salvar o aparelho.

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