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Empresários se mobilizam na criação de empregos para venezuelanos

A Embaixada de Negócios, entidade formada por empresários cristãos da Paraíba, pediu aos associados para inserirem os refugiados venezuelanos no mercado de trabalho local. A proposta foi lançada nesta semana, pelo presidente da entidade e CEO da PJI Consulting, Paulo Junior.

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“A procura está crescendo e as empresas estão se movimentando. Já recebemos consultas e indicações de futuras contratações. Estamos pedindo um esforço para apoiar esses estrangeiros que, mais do que desempregados, estão desamparados porque deixaram toda uma história de vida para trás. O grande objetivo é muito prático: se esforçar para empregar e oferecer dignidade a essas pessoas. Hoje, temos a informação que existem cerca 70 a 100 venezuelanos na Paraíba. Com esforço, podemos, como sociedade civil organizada, vencer este desafio”, declarou o executivo.

No ano passado, a Força Aérea Brasileira (FAB) transferiu dezenas de venezuelanos para João Pessoa. Eles foram acolhidos pelo programa da organização humanitária internacional Aldeias Infantis SOS, no bairro de Mangabeira. A interiorização foi uma iniciativa do governo federal como forma  de ajudar venezuelanos em situação de extrema vulnerabilidade para encontrar melhores condições de vida, saindo do Estado de Roraima para outros estados brasileiros.

Atuar como facilitador

O executivo Paulo Júnior explicou que a Embaixada de Negócios em parceria com a Fundação Cidade vai atuar neste projeto “como facilitador, mas o projeto será também de apoiar ao trabalho que já vem sendo muito bem realizado pela organização Aldeias SOS, na recepção desses estrangeiros na Paraíba”, acrescentou.

Perfil dos profissionais

Segundo dados levantados pela Embaixada de Negócios da Paraíba junto a Aldeias SOS, o perfil da mão de obra venezuelana que chegou ao Estado é formado por profissionais nas áreas de construção civil (pintor, pedreiro e serviços gerais), na área de panificação (padeiro), além de assistente administrativo, vendedor, ajudante de cozinha, faxineiro e uma esteticista.

“Sabemos que há desemprego no país e em nosso estado, porém, vale destacar que a situação dos estrangeiros toca na dignidade humana”, destacou Paulo Júnior.

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