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Enquanto Hugo Motta defende Temer, Pedro Cunha Lima ‘sentencia’ fim do governo

O palpite do senador paraibano Cássio Cunha Lima (PSDB) de que o governo de Michel Temer “caiu” começou a repercutir na Câmara dos Deputados. E coloca dois parlamentares paraibanos em lados diferentes. Nesta sexta-feira (7), o parlamentar paraibano Hugo Motta (PMDB) saiu em defesa do Palácio do Planalto, enquanto Pedro Cunha Lima (PSDB) foi na mesma linha do pai e acredita que um novo presidente deve assumir em breve. Comente no fim da matéria.

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Aliado de Michel Temer, Hugo Motta lembrou que há um processo em curso e que é muito cedo para se falar em queda do governo. “Não passa de uma declaração pessoal do senador Cássio. Existe um processo na Câmara tratando da denúncia do presidente. Temos primeiro que aguardar qual será o posicionamento do relator do processo na Comissão de Constituição e Justiça, para que depois esse processo vá para o plenário, para que os deputados decidam se o inquérito vai ser aberto ou não. É um processo que está se iniciando e qualquer análise agora é bem precipitada”, avaliou Motta, em entrevista ao programa Correio Debate da Rádio Correio SAT/98 FM.

O deputado federal Pedro Cunha Lima não só acredita que Michel Temer pode sair do cargo, como já declarou seu voto a favor da abertura do inquérito para investigar o presidente das acusações formuladas pela Procuradora Geral da República.

“Em 15 dias aproximadamente a câmara vai se pronunciar pela autorização do prosseguimento da denúncia. Meu voto é pela abertura do processo. O momento que o país vive é de estabelecer que todos os cidadãos, inclusive o presidente, responda pelo que fez”, explicou ao Correio Debate o parlamentar, que ainda defendeu o desembarque oficial do PSDB do governo.

Entenda a situação

No final do mês passado, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) uma denúncia contra o presidente do Brasil, Michel Temer (PMDB), e o ex-deputado federal do Paraná, Rodrigo Rocha Loures (PMDB), acusando os dois de corrupção passiva, baseado em delações de Joesley Batista, presidente do grupo JBS.

O inquérito, no entanto, só será aberto no STF se a Câmara dos Deputados votar a favor do prosseguimento da denúncia. O processo está na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e o relator escolhido foi o deputado Sérgio Zveiter, do PMDB do Rio de Janeiro, considerado um parlamentar independente no partido, o que não agradou o Planalto.

Após o encaminhamento de voto do relator na CCJ, o relatório vai à votação no plenário da Câmara. Para a denúncia seguir, 2/3 da Casa, ou seja, 342 dos 513 deputados devem votar a favor da abertura do inquérito no STF.

Caso a votação atinja, no mínimo, essa marca, o processo segue para o STF e o presidente é afastado por até 180 dias. Seguindo a linha sucessória atual, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) assume interinamente a presidência.

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