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Entenda o cálculo das notas do ‘Enem dos Concursos’, que vão ser divulgadas nesta terça

No concurso, a nota final não é formada apenas pela soma dos acertos, uma vez que as disciplinas cobradas têm pesos diferentes
Enem
(Foto: Divulgação/Secom-JP)

Os mais de 970 mil candidatos que participaram do CNU (Concurso Público Nacional Unificado), o “Enem dos Concursos”, poderão acessar as notas finais das provas objetivas e os resultados parciais das questões dissertativas e da redação a partir das 10h desta terça-feira (8). As informações estarão disponíveis na Área do Candidato, no site oficial do certame. As notas do Bloco 4 (Trabalho e Saúde do Servidor) não serão divulgadas em virtude de uma decisão da Justiça Federal do Distrito Federal (leia mais no fim da matéria). As informações são do R7, parceiro nacional do Portal Correio.

No concurso, a nota final não é formada apenas pela soma dos acertos, uma vez que as disciplinas cobradas têm pesos diferentes, conforme o cargo ao qual cada participante está concorrendo e o nível de escolaridade (veja abaixo como é feito o cálculo).

    Outro ponto previsto no edital é que o candidato será eliminado se acertar menos de 40% da prova de múltipla escolha. A classificação final depende do desempenho dos concorrentes. Assim, mesmo que um candidato tenha acertado o percentual mínimo, ele pode não conseguir a vaga, dependendo da nota de corte.

    Veja como as notas são calculadas

    Bloco 1 a 7

    Os candidatos desses blocos responderam a 70 questões de múltipla escolha, com 20 de conhecimentos gerais e 50 de assuntos específicos. Durante as avaliações vespertinas, as disciplinas eram divididas em cinco eixos temáticos, e cada um deles tem pesos diferentes na nota.

    Com essa regra, o candidato pode receber uma nota diferente para cada vaga escolhida, mesmo tendo feito uma única prova.

    A prova objetiva, no caso do nível superior, equivale a 80% da nota final, caso o cargo não exija avaliações de títulos. A prova dissertativa vale 20%. Já no caso de avaliação de títulos, existem duas possibilidades:

    ACESSE A ÁREA DO CANDIDATO AQUI

    Sem avaliação de títulos

    • Prova objetiva: 80%
    • Prova discursiva: 20%

    Com avaliação de títulos

    • Caso 1: Prova objetiva: 75% Prova discursiva: 20% Títulos: 5%
    • Caso 2: Prova objetiva: 70% Prova discursiva: 20% Títulos: 10%

    Acertos mínimos

    • Ao menos 32 questões, em caso de vagas sem avaliação de títulos;
    • Ao menos 30 questões, nas vagas em que os títulos valem 5%;
    • Ao menos 28 questões, nas vagas em que os títulos valem 10%.

    Bloco 8

    Este bloco é de nível médio e, por isso, os participantes responderam a 60 questões de múltipla escolha. As últimas alterações do edital estabelecem que a nota final será composta por 70% das provas objetivas, 20% da discursiva e 10% da comprovação de títulos.

    Neste caso, as notas das provas objetivas são calculadas por uma fórmula prevista no edital: 100 x Nº de acertos / 60. Quanto aos acertos mínimos, o candidato deve acertar ao menos 30%.

    VEJA OS EDITAIS DE CADA EIXO TEMÁTICO

    Bloco 4 suspenso

    Em 3 de outubro, a Justiça Federal do DF suspendeu o bloco 4 do CNU. A suspensão foi ordenada devido ao vazamento da prova na Escola de Referência em Ensino Médio Jornalista Trajano Chacon, em Recife (PE).

    Segundo uma ação judicial popular apresentada por um advogado, o caderno de questões do turno da tarde foi entregue por equívoco no turno da manhã. À Justiça, a União confirmou o erro, mas negou qualquer vazamento, alegando que os cadernos teriam sido recolhidos antes da autorização para o início das provas.

    O autor da ação usou como prova um e-mail de uma candidata do CNU que presenciou o ocorrido. Ela relatou à bancada examinadora, conforme a ação, que teve acesso à prova do turno vespertino.

    Na decisão, a juíza Lucineia Tofolo disse que, “em que pese a União alegar que o equívoco teria sido sanado a tempo de não causar prejuízo à lisura do certame, as provas dos autos indicam que os fatos não se limitaram à violação do malote com os cadernos de questões, mas avançaram para o vazamento do conteúdo das próprias questões, o que, ao tempo em que viola a isonomia entre os candidatos, contamina o prosseguimento do concurso com a pecha da imoralidade, exigindo-se, assim, a pronta atuação do Judiciário no caso concreto”.

    O governo federal, por meio da Advocacia-Geral da União, vai recorrer.

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