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Entenda o que é a taxa Selic e como ela influencia no bolso, na inflação e no emprego

No fim do mês passado, o Banco Central baixou a chamada taxa Selic em 1 ponto percentual de 11,25% ao ano para 10,25%. A Selic é um termo bem comum nos noticiários de economia, na televisão, na internet, no rádio. Mas você sabe realmente o que ela significa? Comente no fim da matéria.

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O estudante de Matemática Computacional, Ramon Azevedo, de 25 anos, assumiu que não. Ele, que acompanha política e os noticiários com certa frequência, lembrou do termo, mas confessou que não sabe o que é. “Eu já ouvi alguns políticos falarem disso sobre economia, mas não sei realmente o que significa a taxa Selic”, disse.

Quem ajuda a explicar melhor o que é essa taxa e como ela pode afetar a vida dos brasileiros é o consultor financeiro pessoal Ricardo Leone. Segundo ele, a taxa Selic é uma taxa básica da economia do país que serve como padrão de parâmetro para outras taxas, mas que não influi de forma direta na rotina do consumidor.

“A taxa Selic não é uma taxa final e, para ser sincero, não está presente diretamente na vida econômica das pessoas. É uma base para a economia do país. Ela não tem a ver, por exemplo, com os juros do cartão de crédito do cidadão, os juros de investimentos, de financiamento”, analisou Rodrigo.

Mesmo observando que a Selic não é algo relacionado intrinsecamente com as demandas diárias da população, Rodrigo Leone também comentou que a taxa não está totalmente à margem da vida dos brasileiros.

“A relação da taxa não é automática. Não se sente de uma hora para outra se ela for aumentada ou diminuída. Mas é um processo. A diminuição da taxa pode influenciar na economia real, porque pode estimular o empreendimento e isso vai gerando empregos e aumentando também o consumo. O aumento da taxa também pode controlar a inflação, já que desestimula o consumo e assim os preços não aumentam”, avaliou.

Consultor aposta em taxa menor

Rodrigo Leone também analisou a conjuntura atual da economia nacional e comemorou a queda da taxa. Em sua análise, é importante que a Selic fique ainda menor para que volte a haver um ciclo de crescimento econômico sustentável.

“Dá para baixar ainda mais, agora que temos uma inflação mais controlada. Claro que essa instabilidade política às vezes prejudica, mas eu acho que é possível chegar ao fim do ano com a taxa em cerca de 8,5%. Acho que é possível e seria bom para o país porque você vai estimulando a economia real, o surgimento de empregos e com isso se cria novamente um ciclo econômico positivo”, finalizou Leone.

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