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Escola bilíngue ou escola de idiomas: qual o ideal para o meu filho?

Já não é segredo para ninguém que ter fluência no inglês representa um grande diferencial no momento de conseguir uma colocação no mercado de trabalho, além do acesso a tecnologias e conhecimento ainda não disponíveis em português e também auxilia na integração com outras culturas, o que é essencial em um mundo globalizado.

Segundo pesquisa salarial feita pela Catho, site de busca de empregos, profissionais que dominam o idioma podem ter um salário até 61% maior. Um incremento que torna o domínio de um segunda idioma um diferencial mais importante até que uma pós-graduação.

Para Gustavo Sousa, diretor do CNA Ruy Carneiro, o inglês é referência para a comunicação, tanto para negócios, quanto para o lazer e integração com outras culturas. “O mundo está cada vez menor, especialmente para quem fala inglês, que é a língua dos negócios e da tecnologia. Quem não domina o idioma perde chances de estudo, trabalho, de se comunicar e especialmente de adquirir novos conhecimentos em um mundo globalizado, onde tudo evolui muito rapidamente”.

E é pensando no futuro que cada vez mais os pais querem oferecer oportunidades aos filhos de estudarem inglês, e se perguntam: Qual melhor tipo de escola para que meu filho consiga ser bilíngue e em que idade deve começar a estudar?

O mercado oferece várias modalidades e as escolhas devem ser feitas de acordo com as necessidades do aluno e da família, seja nas escolas de idiomas ou nas escolas bilíngues e internacionais.

Infância é o melhor momento para aprender

O consenso é que se comece cedo, pois na infância a criança faz uma série de descobertas e associações, ativando conexões cerebrais em conjunto com o aprendizado da língua materna. Além disso, é possível obter um progresso gradativo, que permite ao estudante chegar ao ensino médio falando bem o inglês.

Uma pesquisa recém-divulgada pelo Massachusetts Institute of Technology (MIT), o famoso centro interdisciplinar de pesquisa dos EUA, reforça essa teoria. Um teste realizado por quase 670 mil pessoas de diferentes idades e nacionalidades, revelou que para ter conhecimento gramatical de inglês como um nativo, deve-se tentar começar a estudar essa língua até próximo dos 10 anos de idade.

Esses primeiros anos de vida são essenciais no processo de aprendizagem.  Até os 10 anos ocorrem ricas possibilidades de aprendizado. Por isso, a infância é considerada ideal para potencializar a educação, estimular a criatividade e o aprendizado de novos idiomas.

Segundo Cida Prather, coordenadora da escola de idiomas CNA Ruy Carneiro, não é que o adulto não consegue aprender um segundo idioma, mas quanto mais tarde o aluno deixa para começar seus estudos, o número de horas dedicadas ao idioma precisa ser mais intenso e mais eficiente, para que contemple o desenvolvimento de diversas habilidades da língua. “As crianças pequenas, desde que inseridas num contexto adequado, aprendem com menos esforço, pois usam as estratégias inatas de aquisição da língua materna e aproveitam essas estratégias para o aprendizado do novo idioma com muito mais facilidade”, comenta.

Por isso, algumas escolas de idiomas oferecem turmas para crianças a partir dos três anos de idade. Mas a forma de ensino tem que ser diferenciada.

Segundo a psicóloga Lenita Faissal, o aprendizado no caso de crianças e adolescentes deve ter aspectos lúdicos, dinâmicos e interativos que vão servir para provocar o prazer ao aprender e estar diretamente associado à sua realidade cotidiana. “Se um novo idioma começa a ser aprendido por ela e essa aprendizagem se baseia nas suas vivências cotidianas, abre-se um novo canal de experiências sensoriais, de raciocínio, de compreensão e de formação de novos modelos comportamentais”, afirma.

Escolas de idiomas

Escolas de idiomas geralmente oferecem cursos para crianças, adolescentes e adultos, além de certificações internacionais. No caso de crianças pequenas, com até 8 anos, é importante checar se o espaço físico permite o desenvolvimento completo da criança, com espaço para brincadeiras, inclusive fora da sala de aula, e do auxílio de cuidadores, além dos professores. Também é importante checar se a escola têm coordenadores pedagógicos e se há uma formação específica dos professores sobre o desenvolvimento infantil.

Como são instituições especializadas no ensino de línguas estrangeiras, entre as principais vantagens de matricular o filho numa escola de idiomas estão a expertise e o uso de metodologia específica desenvolvida e testada por especialistas, além de atividades extraclasse e ferramentas tecnológicas para auxiliar no estudo fora da sala de aula, como aplicativos e jogos digitais. Um outro fator muito importante é que em escolas de idiomas, em geral as turmas são pequenas, com em média 10 alunos por sala. Isso garante um ensino mais individualizado, e a formação de grupos por nível de conhecimento e não só por idade, o que colabora para que o aprendizado seja mais efetivo para todos.

Outro aspecto importante que os pais devem levar em consideração é se a escola de idiomas tem uma estrutura física apropriada às necessidades das crianças e se as aulas são dinâmicas e divertidas. O ideal é que as crianças aprendam o segundo idioma da mesma forma que aprenderam o primeiro, ou seja, por meio de exposição e interação com o meio em que ela se insere, de uma maneira natural.

Já sobre os tipos de atividades desenvolvidas, especialmente em se tratando de crianças menores, cujo tempo de atenção é curto, é importante que as atividades sejam variadas e que despertem o interesse da criança, como cantar, brincar e desenhar, pois a fluência em inglês se desenvolve naturalmente quando a criança aprende um idioma como se estivesse brincando, sem cobranças ou pressões.

Dê preferência para as instituições que comprovam o desenvolvimento e nível alcançado pelo aluno através de uma certificação internacional, como o TOEFL e o FCE, exame da Universidade de Cambridge, por exemplo.

Escola bilíngue

Nas escolas bilíngues mais tradicionais, o segundo idioma é a língua oficial nas aulas da educação infantil e nos primeiros anos do ensino fundamental. A grande diferença em relação às escolas monolíngues é que as disciplinas são ensinadas na segunda língua. Aulas de matemática ou de ciências são ministradas em inglês, por exemplo.

Para que esta proposta dê certo, a escola deve estar preparada para oferecer o ensino bilíngue e ter uma metodologia específica para o bilinguismo.

É importante que os pais observem se os professores de outras disciplinas e funcionários da escola também têm conhecimento no idioma, para que a experiência seja completa. Pouco adianta, por exemplo, a criança aprender com a professora de inglês como pedir para ir ao banheiro e usar esse conhecimento na aula de ciências, mas a professora de ciências não entender o que foi dito.

Para uma escola ser denominada bilíngüe, ela não pode apenas oferecer maior carga-horária em inglês. Neste caso, o aluno não tem aulas de outros conteúdos em inglês, mas apenas mais aulas da disciplina inglês, muitas vezes focadas no ensino da gramática, e não desenvolve todo seu potencial, pois deixa de praticar outras habilidades, como a conversação, escrita e leitura em inglês.

Para Gustavo Sousa, diretor do CNA Ruy Carneiro, “não basta a escola adicionar carga horária extra de inglês e ter o mesmo tipo de aula, com as mesmas práticas que existem nas escolas regulares há décadas e que, sabemos, infelizmente não funcionam. Pois se funcionassem, o Brasil não seria o pais com mais escolas de idiomas.”

Outro aspecto relevante é o nível de conhecimento dos alunos no segundo idioma. Para Lúcia Wolmer, diretora da escola canadense Maple Bear, “o aprendizado é favorecido nas escolas que conseguem ter todos os alunos da mesma turma com um nível mais homogêneo de domínio do idioma.”

Enfim, a escolha de uma ou outra escola vai se pautar no que os pais acreditam ser a melhor solução para a educação dos filhos. As duas possibilidades são válidas, mas devem ser estudadas pela família, com relação ao custo, a qualidade do aprendizado e a seriedade e experiência da escola.

Confira alguns pontos que devem ser levados em consideração na hora da escolha:

  1. Método de ensino e material didático:Deve ser atualizado e compatível com a faixa etária de cada aluno.
  2. Investimento:avalie o investimento, considerando o custo com o material didático e a cobrança de taxas extras, para não ter nenhuma surpresa depois.
  3. Professores:Precisam ter um alto grau de conhecimento no idioma, práticas pedagógicas e receber treinamento constante.
  4. Turmas:prefira instituições que ofereçam número reduzido de alunos com mesmo nível de conhecimento. Uma turma grande com diferentes níveis, pode atrapalhar o aprendizado.
  5. Garantia de Aprendizado:certifique-se que a escola garanta o domínio do inglês no fim do curso, inclusive com a aplicação de um teste de proficiência em inglês, como o TOEFL e o FCE, para inglês; e o DELE, para espanhol

*Texto do Jornal Correio da Paraíba

 

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