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Escolas de samba e clubes de frevo desfilam no segundo dia do Carnaval de Jo?o Pessoa

Escolas de samba e clubes de frevo desfilam em segundo dia de Carnaval Tradição
As orquestras de rua e escolas de samba são as estrelas que brilharão no domingo (7), segundo dia de desfiles do Carnaval Tradição 2016 – João Pessoa de Todos os Ritmos. A programação será aberta às 17h30, com nove clubes de frevo passando pela Avenida Duarte da Silveira (a Beira Rio), na Torre. Depois, às 22h, começa o desfile das cinco escolas de samba da Capital. Os campeões serão conhecidos já pela madrugada da segunda (8). Veja aqui a programação completa.

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Império do Samba

Originária do Baixo Róger e com 11 anos de história, a atual campeã do Carnaval Tradição, a Império do Samba, buscará o sétimo título para a coleção, apostando no tema “A mística do 7” e no samba-enredo “Pintando o 7 na Avenida”, de Edmilson da Império.

A escola vermelha, branca e dourada entra na avenida com 280 componentes – boa parte empenhada desde agosto passado na preparação do desfile. “’Pintando o 7’ explora toda a superstição associada ao número, com alas representando os jogos de azar, as maravilhas do mundo, os pecados capitais e até os sete anões”, brinca o presidente, Ednaldo Travassos, o Mano.

Unidos do Róger

Desfilando pela segunda vez no Carnaval Tradição, a Unidos do Róger (“caçula” entre as escolas) levará para a avenida o tema “Mulheres Xamãs”, inspirado no poder místico de cura atribuído às mulheres indígenas. O samba-enredo “Pássaros da Noite, Curandeiras nos Ares da Fé” é assinado por Marinaldo Lira e Ewerton Santos.

Para a Beira Rio, a verde, rosa e branco trará cerca de 250 brincantes, divididos em cinco alas e dois carros alegóricos. “Fazer carnaval é um processo sofrido, dolorido e angustiante, mas ao mesmo tempo serve para demonstrar a riqueza da nossa cultura popular”, defende.

Pavão de Ouro

Com apenas seis anos de desfiles no currículo, a Pavão de Ouro, do bairro São José, explorará também o misticismo em torno das origens da Amazônia, com o samba-enredo “Lendas, Mitos e Mistérios da Amazônia”, do carnavalesco e presidente Allams Amâncio.

“São mitos do imaginário popular, como o do boto cor de rosa, as crendices associadas ao Sol e lua e à rivalidade dos bois Garantido e Caprichoso”, explica. A azul e dourado apresentará 270 participantes (sendo 55 ritmistas) em cinco alas, dois carros alegóricos e um tripé.

Malandros do Morro

É uma das agremiações mais conhecidas do carnaval da Capital. Do bairro da Torre, a Associação Recreativa Escola de Samba Malandros do Morro foi fundada em 1956 por três amigos (Severino Cândido, Maria Eugênia e Gilberto Souza) inspirados na causa negra e na cultura do samba carioca.

Nasceu como Batutas do Samba (depois virou Batutas do Ritmo). Três meses depois, Maria Eugênia rebatizou a escola para o atual nome. As cores originais, azul e branca (numa referência talvez à Portela), mudaram, dois anos depois, para verde e branca, que ficaram até hoje.

Nessas seis décadas de existência (e com o Carnaval passando a ser competitivo desde 1961), sagrou-se 30 vezes campeã. A escola desenvolve diversos programas de cunho social que envolvem a comunidade do bairro (como bateria-show, escolinha de ritmistas, oficina da fantasia, oficina da alegoria e encontros socioculturais com seus agregados).

Independente de Mandacaru

Fundada em 1985, a atual vice-campeã do Carnaval Tradição vai levar para a Beira Rio o samba-enredo “Medo”, em que trabalhará as sensações humanas mais temerosas em personagens extraídos do folclore brasileiro e da cultura pop.

São 200 participantes (50 ritmistas) da escola que têm as cores da bandeira canarinho estampadas em dez alas, 12 destaques, três carros alegóricos e um tripé. “Vamos vir com tudo para retomar o título”, aposta José Carlos Pereira da Silva, o Loril, presidente da escola. Em 2014, último ano em que Independente sagrou-se vencedora, explorou o mundo dos sonhos e do imaginário, com o samba-enredo “Balabadim: a minha mágica é assim”.

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