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Tecnologia e o futuro da mobilidade urbana

João Pessoa aposta em novos projetos tecnológicos e de sustentabilidade para revolucionar a convivência entre pessoas e veículos

13 de setembro de 2018

Reportagem: Alexandre Freire
Montagem: Nice Almeida
Imagens: Assuero Lima

Vídeo: Alexandre Freire
Edição de vídeo: Vinícius Miron

Um dos maiores desafios das cidades brasileiras na atualidade é crescer com sustentabilidade. Com pouco mais de 800 mil habitantes, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em agosto deste ano, João Pessoa é um desses exemplos.

Em 2013, a Prefeitura assinou convênio colocando João Pessoa no programa Cidades Emergentes e Sustentáveis, do Banco Interamericano do Desenvolvimento (BID), com a Caixa Econômica Federal. A iniciativa tem por objetivo integrar a sustentabilidade ambiental e fiscal, o desenvolvimento urbano e a governabilidade.

De lá pra cá, algumas das 60 obras e ações destinadas a preparar o desenvolvimento sustentável da capital ao longo dos próximos 30 anos – quando João Pessoa deverá ultrapassar a marca de 1 milhão de habitantes – já viraram realidade. Uma delas é a requalificação da Avenida Beira Rio, entregue oficialmente no início deste mês.

Ao lado das Avenidas Epitácio Pessoa e Pedro II, a Beira Rio é um dos principais corredores responsáveis por ligar o Centro à praia. Por lá trafegam mais de 35 mil veículos diariamente.

Com a intervenção, a nova Beira Rio ganhou uma terceira faixa e agora conta com ciclovia em seus pouco mais de seis quilômetros de extensão. A avenida também teve todas as calçadas adaptadas para pessoas com dificuldade de locomoção.

Beira Rio exemplo de sustentabilidade

Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Abelardo Jurema Neto, a Beira Rio é referência de sustentabilidade. Ele lembrou que a avenida não auxiliou apenas na questão da mobilidade, mas possibilitou a implantação de uma ciclovia ao longo do seu curso sem causar nenhum prejuízo às margens do Rio Jaguaribe, um dos principais da cidade.

“A Beira Rio não apenas se alargou, o que já seria sustentavelmente positivo. Mas ela permeou dentro dela uma ciclovia, o que permite o caminhar através de bicicleta na substituição de veículos automotores. Isso é fantástico, isso é futuro”, disse o secretário Abelardo Jurema Neto.

A Nova Beira Rio envolveu a parte da construção da ponte sobre o Rio Jaguaribe e a requalificação de toda a via. Investimento total: R$ 12,7 milhões

Capital terá central de monitoramento

Dentro do planejamento que foi feito, João Pessoa vai ganhar um Centro de Controle da Cidade (CCC), permitindo o monitoramento 24 horas de várias localidades em tempo real, simultaneamente.

De acordo com o secretário municipal da Receita, Adenilson Ferreira, o CCC vai possibilitar que o município atue de forma integrada, dando uma resposta de forma mais eficiente às chamadas da Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana (Semob), do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), polícias, Defesa Civil, entre outros órgãos.

A central vai monitorar a cidade 24 horas por dia, sete dias por semana, em tempo real, buscando o melhor direcionamento para o trânsito, por exemplo, e outras áreas consideradas essenciais de nosso município”.

O secretário explicou que o CCC também vai permitir o planejamento de eventos de grande porte, como é o caso do Réveillon, principalmente no tocante à mobilidade. “A central guarda o histórico de eventos anteriores e permite observar o que foi feito anteriormente para o planejamento do evento do ano seguinte”, destacou.

O projeto de requalificação da Beira Rio foi desenvolvido envolvendo técnicos da Superintendência de Mobilidade Urbana, professores universitários, ciclistas e a sociedade

Cidade investe em tecnologia para melhorar mobilidade

Uma experiência que já é realidade para melhorar a fluidez do trânsito em João Pessoa utiliza os dados do Google para alimentar uma central de gerenciamento responsável pelo controle dos semáforos da Avenida Epitácio Pessoa.

O superintendente da Semob, Adalberto Araújo, disse que a intenção é levar a tecnologia para os principais corredores da cidade. Adalberto explicou que os semáforos são programados para funcionar de acordo com o fluxo de veículos que transitam na avenida.

Esses dados são descarregados em um banco de uma central de gerenciamento, que se comunica com os semáforos. Os sinais dos celulares das pessoas que trafegam pelo local são enviados até essa base e os semáforos são alimentados automaticamente, e eles vão passando a se adequar ao deslocamento real naquele momento na via”.

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