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Estudante da PB cria aplicativo voltado para gestão de resíduos sólidos em prédios

Grande parte dos problemas ambientais que vivenciamos atualmente decorre da destinação e disposição inadequada dos resíduos sólidos, cuja produção vem aumentando aceleradamente na sociedade. Em consequência, são provocados impactos negativos que afetam os diferentes sistemas ambientais e a saúde humana, tais como poluição, enchentes e formação de criadouros de vetores de doenças. Soma-se a este cenário o crescente adensamento habitacional urbano, concentrando o consumo de recursos como água e energia elétrica e geração de resíduos em áreas relativamente pequenas, especialmente em condomínios residenciais verticais.

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Com o intuito de apresentar alternativas para esta problemática, após uma pesquisa realizada no curso de Pós-Graduação em Ciência e Tecnologia Ambiental da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), foi desenvolvido um aplicativo para dispositivos móveis com a intenção de criar alternativas de gestão de resíduos sólidos para condomínios verticais para favorecer a coleta seletiva nestes tipos de moradias que concentram um considerável número de pessoas e, consequentemente, produzem extenso volume de lixo.

Criado pelo aluno Manoel Thiago Nogueira da Silva Dantas, sob a orientação da professora Mônica Maria Pereira da Silva, o “GiresApp” foi desenvolvido para smartphones e tablets com o sistema operacional Android. Ele expõe informações sobre a problemática e gestão integrada de resíduos sólidos de forma prática e com fácil navegação a fim de possibilitar a usabilidade e permitir que o maior número de pessoas possa acessá-las. O software também conta com um sistema de notificações agendadas, funcionando como lembretes aos moradores dos horários para destinar os resíduos sólidos de forma adequada, conforme o plano de coleta seletiva adotado no condomínio.

“Desenvolvemos um protótipo e testamos em um condomínio de Campina Grande. Conseguimos atingir nossa meta, que era coletar dados acerca dos resíduos, criar uma agenda que facilite o usuário a desenvolver atividades para a prática da coleta e oferecer informações importantes sobre esse tema. Como isso foi o início de uma proposta, é possível ampliá-la para lugares maiores, ajustando os vários modelos de coleta e gestão dos resíduos, bem como trabalhar para disponibilizar o aplicativo para o público em geral”, destacou Manoel.

A partir desta iniciativa, espera-se expandir o uso de novas tecnologias como forma de propagar informações e aumentar a interação entre os cidadãos e demais órgãos da sociedade de forma que seja possível proporcionar mais benefícios ao meio ambiente. Atualmente, o aplicativo está disponível apenas para uso pelos condôminos participantes da pesquisa, mas a ideia é expandir suas funcionalidades e disponibilizá-lo para um público maior nas plataformas de distribuição de aplicativos para Andoid.

O plano de gestão de resíduos sólidos atrelado ao aplicativo desenvolvido constitui uma importante colaboração ao alcance dos objetivos previstos na Lei 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos, como também a Lei Complementar 087/2014, que delibera sobre a gestão de resíduos sólidos em Campina Grande.

Conforme a professora Mônica Maria, “de acordo com a legislação brasileira direcionada à gestão dos resíduos sólidos, todos os geradores deste material, anteriormente denominado erroneamente de lixo, são responsáveis pela sua destinação e cabe ao poder público programar ações que favoreçam a sua destinação e disposição apropriada. Logo, é dever de todo cidadão e cidadã evitar que os resíduos sólidos se transformem em lixo e, por consequência, ocorram impactos negativos que afetem ao meio ambiente e à sociedade humana”, ressaltou.


Disponibilidade do App

Sobre a disponibilidade e funcionamento do aplicativo, o idealizador, Manoel Thiago falou que foi disponibilizado apenas aos moradores do condomínio onde foi realizado o teste, mas que almeja liberá-lo ao público, porém ainda não existe uma previsão para isso.

“No momento, o aplicativo foi disponibilizado apenas aos moradores do condomínio onde foi realizada a pesquisa. A partir dos resultados, pretendemos ampliar as funcionalidades e disponibilizar a um público maior, aplicando tanto em condomínios como envolvendo outros entes da sociedade, mas ainda não temos previsão para quando vai ocorrer essa nova etapa”, disse o estudante Manoel Thiago Nogueira.

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