Cerca de 200 alunos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB) protestaram na manhã desta quinta-feira (28) pelas más condições de infraestrutura da instituição. A reivindicação aconteceu por meio de passeata e panelaço em frente à reitoria da instituição. Entre os pedidos estavam questões ligadas à alimentação, infraestrutura, internet, sala de estudos, computadores, colchões e reformas.
“Queremos melhorias, pois a alimentação aqui está terrível. O nosso prédio é novo e já está caindo os azulejos. Quero condições dignas de estudos, moradia, comida, saúde e toda a assistência estudantil devida”, relatou uma aluna da Residência Universitária Masculina e Feminina (Rumf).
Nas redes sociais, mais de dois mil alunos compartilham imagens e descasos infraestruturais da universidade. Em algumas fotografias e vídeos é possível perceber materiais de limpeza vencidos, laboratórios de aulas sucateados, bebedouros velhos e sem funcionamento e até fiação elétrica exposta.
Foto: Nas redes sociais, estudantes apontaram falhas na infraestrutura da instituição
Créditos: Reprodução/Facebook
Foto: Rede elétrica do campus I fica exposta e oferece risco a estudantes e funcionários
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Com a manifestação, o pró-reitor, Thompsom Lopes, garantiu que deverá enviar cinco computadores, três ventiladores e a instalação dos fogões da Rumf até a próxima segunda-feira (2). Sobre os colchões e alimentação, ele pediu mais paciência.
Há duas semanas, os alunos do curso de Odontologia estão sem assistir às aulas em protesto as más condições de infraestrutura. Eles alegam que a Universidade não tem condições suficientes para assistir à algumas aulas. As reivindicações já ganham adeptos dos cursos de Odontologia, Terapia Ocupacional, Fonoaudiologia, Educação Física, Farmácia e outros.
“Chegamos ao ponto de termos que rachar o dinheiro para comprar alguns materiais. Na clínica de Exodontia, por exemplo, não tem sugador para que seja sugado o sangue. Nós temos que improvisar com gaze, e mesmo assim em pequenas quantidades para não faltar nas próximas aulas”, revelou o Marcos Souza, um dos representantes da comissão de Odontologia e aluno do 3º período.
Foto: Laboratório de Ortodontia foi desativado, deixando dezenas de alunos prejudicados
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O Portal Correio tentou entrar em contato com a reitora Margareth Diniz, mas até o fechamento dessa matéria ela não foi localizada para comentar o assunto.