Estudantes que moram na residência universitária da Universidade Federal da Paraíba, no campus de João Pessoa, realizaram um protesto no fim da noite dessa terça-feira (12), que entrou pela madrugada da quarta (13). Os participantes do ato criticam andamento das obras no local e denunciam más condições da alimentação oferecida, dentre outras questões.
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Segundo Alex Soares, estudante do 5º período de Pedagogia, coordenador da residência universitária, a ação, que bloqueou momentaneamente as entradas do Centro de Ciências da Saúde e do Hospital Universitário Lauro Wanderley com pedras da obra e com fogo localizado, é mais uma mobilização, dentre as várias que já foram feitas para o atendimento de reivindicações.
“As obras de reurbanização e arborização, mesmo necessárias, já estão se prolongando bastante, atrapalhando, inclusive, os nossos estudos”, disse Alex. Segundo ele, esse é apenas um dos problemas, que se estendem para a cozinha, onde é servido o café da manhã, onde os estudantes estariam fazendo as refeições em meio a escombros.
“A alimentação também é um problema, com pouca variedade e má qualidade”, afirmou Soares, informando que o estopim para a manifestação foi outra questão reivindicada. Colchões novos, que ainda não foram distribuídos aos estudantes, foram localizados armazenados na UFPB. “Na atual gestão, apenas 32 colchões foram direcionados para um total de 360 moradores da residência”, completou o coordenador.
A UFPB, por meio da Pró-Reitoria de Assistência e Promoção ao Estudante, se pronunciou sobre o caso. De acordo com o Pró-Reitor Thompson Lopes, as pautas reivindicadas pelos estudantes, apesar de legítimas, já são antigas e já foram discutidas com os mesmos.
“Fizemos um levantamento das necessidades e estabelecemos a reforma da residência universitária como prioridade. Encontramos o local com infiltrações, acúmulo de lixo, cozinha que não atendia às exigências de segurança e déficit de urbanização”, disse o Pró-Reitor, acrescentando que R$ 700 mil estão sendo investidos apenas nas moradias do Campus de João Pessoa.
Ele afirma que compreende os transtornos transitórios causados pela obra que, segundo o planejamento, está dentro do prazo estabelecido de 180 dias, podendo ser concluída com o ritmo atual de andamento. “O local é fiscalizado, a cada 15 dias, por engenheiros da Prefeitura Universitária”, afirmou.
“Com relação à alimentação, estamos, inclusive, procurando estabelecer uma nova refeição, o lanche noturno”, contou Thompson, negando que a qualidade dos alimentos seja baixa.
Sobre os colchões, Lopes disse que 1500 unidades já estão disponíveis, devendo, neste momento, a coordenação da residência enviar uma lista com nomes para que possa haver a distribuição.
“Convidamos para que os estudantes se reúnam nesta sexta-feira (15), na Pró-Reitoria, para discutirmos os detalhes concernentes às reivindicações”, concluiu Thompson. Alex Soares ainda disse que, caso as necessidades não sejam atendidas, novos atos acontecerão.