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(Rafael Neddermeyer/ Fotos Públicas)

Estudo mostra que 36% da água tratada é desperdiçada na PB

Questionada, a Cagepa informou que vem investindo em estruturação dos sistemas e fiscalização

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Um estudo nacional sobre perdas de água e condições de saneamento básico, feito pelo Instituto Trata Brasil e divulgado nesta quinta-feira (7), mostra que a Paraíba desperdiça 36% da água tratada e a Companhia de Águas e Esgoto da Paraíba (Cagepa) registrou 31% de perda de faturamento.

Ao Portal Correio, o assessor para Assuntos Regulatórios da Cagepa, engenheiro Ricardo Benevides, afirmou que a perda de faturamento da Companhia e o desperdício de água ocorrem principalmente por desvios clandestinos de água (conhecidos como gatos), hidrômetros quebrados ou muito antigos que medem o consumo menos que o real.

Tomando como base dados de 2016, divulgados pelas concessionárias de tratamento e distribuição de água de todo o Brasil, o estuda também mostra que 38,6% da água tratada pela Cagepa para abastecer João Pessoa é desperdiçada. Também na Capital, a Cagepa acumulou uma perda de 39,59% no faturamento.

Já em Campina Grande, o estudo registrou que 24,53% da água tratada para abastecer a cidade é desperdiçada. Com relação à perda de faturamento, o estudo mostrou que a Cagepa registrou saldo negativo de perdas em 1,89%, ou seja.

“No caso de Campina Grande, significa que o volume faturado foi maior que o produzido. Isso ocorreu devido ao racionamento de água que estava ocorrendo na cidade, ou seja, a população estava economizando muita água por causa do racionamento, no entanto, quem consumiu menos de 10 metros cúbicos (m³), faturou o mínimo que são os 10 m³, logo o volume faturado ficou um pouco acima do produzido”, disse Ricardo Benevides.

Questionada sobre o que a empresa bem fazendo para diminuir os índices de perdas de água e faturamento, a Cagepa informou que vem investindo em estruturação dos sistemas e fiscalização.

“A Cagepa vem investindo muito para minimizar as perdas, dentre as atividades estão: um novo call center, o qual agiliza o tempo de retirada de vazamentos através de informações da população; a automação de sistemas, os quais são monitorados a distância tornando o controle de vazamentos mais eficaz; a política de substituição de hidrômetros, a qual vai minimizando as perdas de faturamento; as fiscalizações de ligações clandestinas; e a própria agilização da retirada dos vazamentos. Tanto é assim, que conseguimos reduzir as perdas no estado de aproximadamente 48% em 2011 para 36% atualmente”, esclareceu o engenheiro.

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