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Eu vivi um milagre: TV Portal Correio conta histórias de fé

‘Eu vivi um milagre’. A partir desta quinta (16), o Portal Correio vai trazer para você histórias de fé. Pessoas que enfrentaram diversas dificuldades e atribuíram o sucesso, a milagres. Você vai conhecer pessoas que viveram experiências extraordinárias e que podem dizer com veemência que presenciaram milagres.

E nossa primeira personagem, não poderia ser mais peculiar quando se tratas de milagres. Algumas religiões dizem que o amor é ferramenta fundamental para existência de milagres. E quem mais entende de amor se não uma mãe? A história de hoje é da nossa editora-chefe, Nice Almeida.

“Cheguei à maternidade por volta da 5h da manhã. Fui diagnosticada com pré-eclâmpsia, e como o caso já estava um tanto grave, a médica me transferiu para um lugar onde houvesse UTI neonatal. Muitos remédios, muitas visitas, e o seguiam adiando o parto porque Lucas não apenas estava prematuro, como também com pouco peso. A médica do plantão achou por bem não o tirá-lo. Mas o quadro só se agravava. Algumas coisas eu lembro muito bem, outras é como se não tivesse acontecido comigo. Só pra você ter ideia do quanto eu estava mal, teve uma amiga minha que foi me visitar e voltou da porta porque não me reconheceu. Eu precisei chamar e dizer que era eu. É que com o agravamento eu inchava cada vez mais, já estava totalmente deformada do inchaço”, narra Nice Almeida, de 38 anos, jornalista que viveu um milagre após quase perder seu filho Lucas, de 15 anos.

O desespero

Após os primeiros momentos no Hospital Nice narra que de dentro do quarto conseguia ouvir a voz do médico do lado de fora. “Desse jeito vão matar mãe e filho. Corram, arrumem vaga na UTI neonatal, levem a mãe pra sala de cirurgia, vou opera-lá agora mesmo”, bradava o obstetra.

Após isso, a situação de Nice ficou tão grave que ela acabou virando objeto de estudo. “Alguns segundo depois o médico chegou com alguns estagiários. Me lembro dele testar meus reflexos, mas eu já não respondia mais. Sabe aquele martelinho que os médicos batem no joelho e a perna da gente levanta por impulso? Pois é! Minha perna não levantou”, relata.

O choro

Na sala de cirurgia, Nice teve sua fé colocada a prova. Era necessário que ela estivesse consciente no momento do parto, e para isso, Nice teve de participar de um diálogo de deixar qualquer um desesperançoso. “Mãe, você tem fé?”, perguntou o médico. “Toda fé do mundo, doutor”, respondeu esperançosa. “Pois reze, porque Deus me mandou para salvar a sua vida, mas talvez eu não consiga salvar a do seu filho”, atestou o médico. A resposta de Nice foi direta: “Hoje eu não saio daqui sem ouvir o choro do meu filho”. E chorou.

Os anjos

Se o leitor acredita que o milagre a ser narrado nesta matéria foi o nascimento de Lucas, está muito enganado. O filho de Nice nasceu, mas estava mal. E talvez nem completasse aquele dia com vida. Mas aí, entraram em ação os anjos na vida de Nice, que precederiam o milagre que ela ainda iria viver. “Tem uma prima minha, de segundo grau, que trabalhava na UTI neonatal e estava de plantão nesta noite, e foi ela quem cuidou de Lucas nesse primeiro momento. Eu ainda não havia levantado da cama nem pra ir ao banheiro. Nem havia comido nada. Só líquidos. Mas o médico liberou pra que eu levanta-se e por volta do meio dia, um dos anjos vestidos de enfermeira veio pra me ajudar. Cuidadosamente ela me levantou e ficou ao meu lado enquanto eu passava muito mal porque já era o terceiro dia deitada sem nem me virar”, narra.

O milagre

A experiência que Nice vai relatar a seguir é uma vivência de fé. Talvez para você, meu caro leitor, o relato não faça o menor sentido. Mas para quem viveu a quase morte de um filho e pode vê-lo voltar a seus braços, essa situação torna-se mais verídica do que parece. “Eu comecei relaxar, e de repente, uma luz muito forte, muito intensa, costumo dizer que refletores de estádio de futebol perdem pra luz que vi, e de repente de dentro dessa luz veio Nossa Senhora das Graças. Ela foi se aproximando de mim flutuando. E quando chegou perto, passou suas mãos em meus cabelos que eram bem longos e abriu seu manto. E dentro dele estava nada mais nada menos que o meu Lucas. O meu amor. O ar que eu respiro. E ele estava tão lindo. Tão branquinho. Ela o trouxe pra mim. E a luz se apagou e ela se foi. Despertei. Chamei minha mãe e pedi que ela rezasse comigo um terço em agradecimento porque eu tinha certeza absoluta que um milagre havia acontecido em nossas vidas. Rezamos e eu quis enfim conhecer meu filho, ou melhor, Nossa Senhora já havia me apresentado ele, mas agora queria vê-lo em carne e osso”. E o desejo de Nice foi atendido.

“Quando a porta da UTI abriu, a enfermeira olhou pra mim e disse: ‘A senhora é a mãe de Lucas?’. Eu respondi que sim. E ela me disse: ‘Pois agradeça a Deus porque seu filho morreu e ressuscitou nesse instante’”, finaliza Nice.

O futuro

Após todo o calvário enfrentando por Nice, Lucas foi diagnosticado com meningite bacteriana. Porém, 30 dias depois, ele já estava mamando e ganhando peso. Atualmente, o ‘milagre’ de Nice tem 15 anos. É um jovem bondoso, doce e que junto com a mãe, forma uma parceria para toda a vida.

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