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Evento em Jo?o Pessoa homenagear? o Dia do Circo e Teatro

Nesta quarta-feira (27) é o dia Internacional do Teatro e nacional do circo e para comemorar a data, a capital paraibana será contemplada pelo maior encontro de palhaços do estado. O encontro é absolutamente voltado às artes circenses, e será realizado entre os dias 27 de março a 1º de abril de 2014. O foco deste encontro, estará apontado para aquele que é conhecido como a o ladrão de mulher, mas a figura do palhaço na verdade é muito mais que isso, e todos poderão conferir as are-manhas dos palhaços paraibanos que irão exibir seus trabalhos através de números, gags, reprises e palhaçadas em uma lona armada para exercer seu oficio. Este personagem se perpetua por séculos, através de artistas que tem assumido ao longo de suas trajetórias a função de fazer historia e transformar a sociedade por meio de sua expressão maior, o riso.

O espetáculo será construído a partir das cenas já existentes dos artistas envolvidos, a cenas que já traziam em suas malas. A triz e palhaça Nyka Barros ficou com a missão de amarrar essas cenas, desta forma, sua palhaça a Cavalera assina a direção do espetáculo.

A apresentação será construída a partir das cenas já existentes dos artistas envolvidos, ficará a cargo de Nyka Barros, fazer essa junção. Ela assume a posição de diretora, ou melhor… Provocadora. A partir de provocações, geradas em sala de ensaio Nyka irá organizar um sequencia de gagues formando assim um espetáculo autentico e bastante divertido com artistas genuinamente Paraibanos.

O evento irá homenagear o palhaço Pirulito, José Ismar Eugênio Pompeu, ou brincante Pirulito, como ele mesmo se classificava. Nascido em 1971 na cidade de Ibupí no sertão de Pernambuco, faleceu em Janeiro de 2013 tendo sido brutalmente assassinado na cidade de João Pessoa, na qual ele se qualificou e consequentemente se profissionalizou enquanto artista. Ismar Pompeu, como foi nomeado artisticamente ao chegar a João Pessoa, em 1992, logo teve acesso e influencias de artistas como Luiz Carlos Vasconcelos (Palhaço Xuxu), Edílson Alves (Palhaço Atchim), Dada Venceslau (Palhaço Dada), Kleber Marone (Palhaço Espoleta) entre outros. Ismar Pompeu trabalhou em diversos espetáculos teatrais como ator, mas sua principal experiência foi trabalhando em festas infantis, que lhe rendeu grande reflexão sobre a arte da palhaçaria. E o projeto do ABRIU A PALHAÇADA foi idealizado por Ismar e Flávio Lira, Ismar foi assassinado antes de poder ver realizado o seu sonho de ver este encontro acontecer.

Considerado um celeiro artístico, a paraíba é um lugar onde se pode encontrar artistas atuantes nas mais diversas áreas como a música, as artes visuais e as artes cênicas. Na arte da palhaçaria, é possível apontar diversos artistas que já desenvolvem este trabalho de forma isolada, como trupes de circo-teatro, famílias tradicionais, artistas de rua e palhaços independentes que estão espalhados pelo estado, promovendo o riso e transformando vidas. Foi com intuito de provocar um intercâmbio e a difusão entre esses palhaços e a sociedade paraibana, sobretudo, em João Pessoa.

Será armado uma lona de circo no estacionamento da Piollin, e um espetáculo de palhaços será apresentado nos dias: 27, 28,31 de março e 01 de abril (quinta, sexta, segunda e terça) a tarde para algumas escolas do estado da Paraíba e nos dias 29 e 30 ( sábado e domingo) o mesmo espetáculo será apresentado, aberto ao público, as 17h. No sábado, ainda como ação cultural do projeto, será realizado uma “ PRAIACEATA”, se trata de uma passeata, feita por palhaços ( artistas, familiares, crianças, turistas fantasiados de palhaços) em um percurso na praia de João Pessoa. Para convidar o grande público para prestigiar o encontro.

O projeto foi contemplado no Edital FIC – Fundo de Incentivo a Cultura Augusto dos Anjos do Governo do Estado da Paraíba através da SECULT.

Palhaços que irão participar do evento

Kika (Marinalva Rodrigues)
Surgiu após espetáculo “A Menina e o Palhaço” em 1999, com texto e direção de Everaldo Vasconcelos, seguindo sua jornada em animações de festas infantis, em escolas, eventos, aniversários, entre outros. Tem participações nos espetáculos: “O Palácio Encantado”, “Kika à Procura do Palácio Encantado”, “As Engraxadinhas”, “Lunáticos Acrobáticos”, “O Circo Lua Crescente”, “As Fazedoras de Mundo” e “Chapeuzinho Engordou”.

Chumbinho (Júnior Iranzi)
A trajetória do palhaço brincante Chumbinho começou após conhecer, em 1994, na Argentina, o Circo Rolando (de rua), composto por artistas latinos e mochileiros de todo mundo. Júnior Iranzi é o patrono da família mambembe Los Iranzi, formada da união com a palhaça Mamadeira (Viky Iranzi), Jujuba (Luana Iranzi), Espoleta (Pedro Iranzi) e Cochinha (Manuela Iranzi). A família de brincantes já participou de festivais nacionais e internacionais tais como: Festival de Viña del Mar (Chile), Festival da Primavera (Argentina), Festival Vida e Arte (CE – Brasil), Festival Nacional de Areia (PB – Brasil) e Festival Internacional Balaio Circense (PB – Brasi).

Tel Pastel (Cláudio Silva)
Após receber um convite em 1990 para animar uma festa infantil, surge o Palhaço Tel Pastel, criando, a partir de então, o espetáculo “Circo Imaginário”. Cláudio Silva é também ator e membro da Comissão de Arte e Cultura do Bairro Valentina, em João Pessoa, bem como militante social e cultural no estado da Paraíba.Participou de diversos festivais e oficinas relacionadas à arte da palhaçaria.

Carrapicho (Rosemberg Pereira)
O palhaço Carrapicho surgiu através uma oficina de circo realizada no Centro Cultural Piollin, e hoje, vem trazendo muita alegria através de gags que vem apresentando em diversos lugares como: Festival de Circo do Brasil – Recife/PE, Festival de Circo da Nossa América/GO, e em João Pessoa, no Dandara Circus, Circo Mágico, Miaimi Park & Circo e Circo do Palhaço Cathupin.

Pimp flu (Naylane Cavalcante)
É membro da Cia. de Circo-Teatro Lua Crescente e ex-aluna e professora de artes do Centro Cultural Piollin, por quatro anos consecutivos.Trabalhou como lirista, acrobata e palhaça nos circos Catupim, Le Cirque e Arion,. Atua nos espetáculos: “Lunáticos Acrobáticos”, “As Engraxadinhas”, “Circo Lua Crescente” e “As Fazedoras de Mundo”. Atualmente é professora de teatro na instituição Clube da Pessoa Idosa.

Tito (Sávio Farias)
Integra o grupo Bufões de Olavo, atuando no espetáculo “Clown Bar”, que já foi apresentado em diversas cidades do Brasil e em países como Bélgica e Colômbia. Recebeu indicação na categoria “melhor ator” no 25º Festival Internacional de Teatro Universitário de Blumenau – FITUB.

Formiguinha (Sebastião Formiga)
O palhaço Formiguinha nasceu em 1991, ainda com o nome provisório de “Cobel”. Mais adiante, por sugestão de Ednaldo do Egypto, trocou o nome para “Formiguinha”. Atuou em festas de aniversários e inaugurações de lojas, com um roteiro intitulado “A Rua Sou Eu”. Desenvolvendo jogos, brincadeiras, mágicas e improvisos, montou os espetáculos “O Piquenique” e “Por que os Teatros Estão Vazios?”, com direção própria. Paralelo a isso, participou de oficinas de circo com o Grupo Lume de Teatro (Unicamp – Campinas/SP), participou também do curso Retiro de Clowns do Lume, com a mestra canadense Sue Morrison. Nos últimos três anos, com seu ingresso na Trupe Pirulito, montou dois espetáculos: “Allem Circo” e “1, 2, 3 Conto Outra Vez”.

Pinão (Flávio Lira)
O ator e palhaço Flávio Lira faz parte do grupo Bufões de Olavo e vem desesenvolvendo a técnica do palhaço desde 2000, com o espetáculo “Outra Estória de Romeu e Julieta”, ao lado da atriz Nyka Barros. É aluno do curso de licenciatura em teatro, na UFPB, desenvolve pesquisas relacionada ao circo e a técnica do palhaço e já participou de cursos relacionados à arte da palhaçaria com: Leris Colombaione (Itália), Tchesco Villares (RJ) e Dadá Vanceslau ( PB), entre outros.

Cavalera (Nyka Barros)
Cavalera é a palhaça da atriz e bailarina Nyka Barros, licenciada em teatro pela Universidade Federal da Paraíba, com pesquisa nas técnicas de palhaço e de bufão. Também integra o grupo Bufões de Olavo, é educadora de teatro do Centro Cultural Piollin, desenvolve oficinas de palhaço e de teatro físico. Atua como preparadora corporal, coreógrafa e diretora teatral, escreve poesia e desenvolve performances e intervenções em eventos artísticos e culturais.

Espoleta (Kleber Marone)
O palhaço Espoleta surgiu em 1997. À principio, teria o nome de Bambolino, um palhaço com o intuito recreativo de festas e eventos. Ao fazer parte da Escola de Circo Pirilampo, espaço onde fez pesquisa sobre seu palhaço, descobriu outro nome: o Palhaço Espoleta. Participou de espetáculos circenses em diversas companhias itinerantes do sul do país, onde descobriu a verdadeira essência do “ser palhaço”. Atualmente este ator/palhaço caminha por diversos universos, o de animação em eventos, circo tradicional e teatro. Faz parte também do espetáculo “O Circo Cara de Clown”, onde o Palhaço Espoleta demonstra suas habilidades com técnicas mirabolantes de malabares, acrobacias e equilibrismo.

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