Clube mais vencedor no cenário local, o Botafogo-PB tem uma lista extensa de ídolos que fizeram história na equipe da Maravilha do Contorno. Um dos nomes mais importantes do final dos anos 60 e início dos anos 70 é o pernambucano José Máximo da Silva, conhecido por Zezito, que brilhou no esquadrão alvinegro tricampeão paraibano nas temporadas 1968, 1969 e 1970.
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Zezito lembra com muito carinho os bons momentos que viveu com a camisa do Belo. “Os melhores momentos de minha carreira como jogador de futebol passei no Botafogo. Cheguei em 1968 e tive a honra de fazer parte de um grupo vencedor. O time ficou marcado pela qualidade técnica e pelos títulos que ganhou”, contou o ex-jogador.
Durante sua passagem pelo Belo, entre 1968 e 1974, Zezito foi sempre titular, capitão e ainda o preparador físico do time. Como na época não havia um profissional no clube apenas para cuidar apenas do aspecto físico, o ex-lateral foi o escolhido por seu vigor físico e liderança que tinha com o restante dos companheiros.
A vida após a aposentadoria dos campos
O futebol dos anos 60 e 70 era bem diferente do de hoje em dia, principalmente no aspecto financeiro. Tanto que, a maioria dos atletas do passado eram mal remunerados e no fim da vida passam por dificuldades financeiras. Hoje aposentado, Zezito fez muita coisa após pendurar as chuteiras. Trabalhou em companhia elétrica, fez dentadura, além de pregar a palavra de Deus nas praias de João Pessoa.
Assim que pendurou as chuteiras Zezito foi com a família para o Rio de Janeiro, onde começou a trabalhar na companhia elétrica Light. Ainda na Capital carioca, prestou vestibular para técnico odontológico na Universidade Estadual do Rio de Janeiro. Quando se formou, voltou para a Paraíba onde trabalhou por 33 anos na função, se especializando na área de próteses dentárias.
Zezito também enfrentou problemas com a ingestão excessiva de bebidas alcoólicas. Aí que apareceu a religião em sua vida. Ele parou de beber e desde 1996 faz um trabalho de evangelização, que começou em hospitais no Recife e chegou às ruas de nossa Capital em 2004. O pernambucano adquiriu um carrinho de som manual, onde saia com a esposa pregando a palavra de Deus, distribuindo bíblias, CDs e ainda alimentando moradores de rua.
Decepção por não ter jogado no Santos de Pelé
Zezito cravou seu nome na história do Belo com o tricampeonato paraibano, mas nem só de momentos felizes foi sua passagem pelo Alvinegro da Estrela Vermelha. A maior decepção de sua carreira também aconteceu em João Pessoa, como lembrou o ex-jogador.
Pelo seu bom desempenho dentro de campo, o ex-jogador viveu a expectativa de defender o histórico Santos de Pelé. Segundo Zezito, ele era um dos cotados para substituir o lateral-esquerdo Rildo, titular do Peixe e da Seleção Brasileira. No entanto, ele não teve a mesma sorte do companheiro Ferreira, ex-Bota que atuou pelo clube entre 1971 e 1973.
A decepção foi tão grande que o seu futebol caiu de rendimento. Mesmo vinculado ao Botafogo, passou por algumas equipes por empréstimo até voltar ao clube e se aposentar em 1973, com apenas 27 anos.
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