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Ex-ministro sobre arquivamento de caso Pazuello: ‘Vergonha a todos’

General da reserva do Exército, Santos Cruz criticou ex-titular da Saúde e general da ativa por ter participado de ato com Bolsonaro
General Santos Cruz (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)

O ex-ministro da Secretaria de Governo general Santos Cruz classificou como “vergonha” e “uma desmoralização para todos nós” o conjunto dos fatos que levaram o Exército a não punir o ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello, por ter participado de um ato com o presidente Jair Bolsonaro no Rio de Janeiro em 23 de maio. A informação é do R7.

“O Comandante do Exército analisou e acolheu os argumentos apresentados por escrito e sustentados oralmente pelo referido oficial-general. Desta forma, não restou caracterizada a prática de transgressão disciplinar por parte do general Pazuello. Em consequência, arquivou-se o procedimento administrativo que havia sido instaurado”, diz a nota da instituição a respeito da decisão dessa quinta (3).

Em texto divulgado em suas redes sociais na manhã desta sexta-feira (4), Santos Cruz, que não está mais na ativa do Exército, destaca ter sido surpreendido com telefonemas e mensagens de dezenas de jornalistas sobre o encerramento do caso Pazuello pelos militares.

“Em atenção ao trabalho que fazem, sempre respondo, mesmo que seja para informar que nada tenho a dizer. Mas ontem eu não disse nada. Por vergonha”, afirmou. “Por formação, me nego a fazer qualquer consideração sobre a decisão.”

Na sequência, o ex-ministro destacou que a presença de Pazuello no ato de apoio a Bolsonaro representou “um ataque frontal à disciplina e à hierarquia, princípios fundamentais à profissão militar”. “Mais um movimento coerente com a conduta do Presidente da República e com seu projeto pessoal de poder. A cada dia ele avança mais um passo na erosão das instituições.”

Para Santos Cruz, não se pode aceitar a “subversão” no Exército, “instituição que construiu seu prestígio ao longo da história com trabalho e dedicação de muitos”. A instituição restringe manifestações de cunho político para seus integrantes da ativa.

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