Execução de radialista em JP faz dois anos sem suspeito preso; delegado explica

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Sem solução desde 2015, o assassinato do radialista Ivanildo Viana, morto a tiros em um trecho da rodovia BR-230 em Santa Rita, na Grande João Pessoa, completou dois anos no dia 27 de fevereiro. Sem respostas sobre quem teria cometido o crime, familiares e amigos do radialista realizaram uma manifestação na manhã desta sexta-feira (3), na Secretaria de Segurança Pública do Estado, para cobrar uma solução para o caso. Para a polícia, o crime foi cometido por profissionais, mas está próximo de uma elucidação. Veja vídeo abaixo.

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Em entrevista no Cidade Alerta Paraíba, da TV Correio, o delegado do caso, Carlos Othon, afirmou que a falta de provas dificulta a investigação, já que não foi possível colher projéteis de bala no local do crime nem ter auxílio de câmeras de segurança no trecho da BR-230 onde o radialista foi executado.

“O crime de Ivanildo foi cometido na BR-230, um local que não tinha câmeras no exato local da execução. Não foi colhido no local nenhum projétil para um futuro confronto. São minúcias que acabam por dificultar a investigação. No entanto, realizamos oito perícias, vimos imagens de câmeras, ouvimos 35 pessoas e efetuamos dezenas de diligências e tudo tem encaminhado a investigação para um horizonte muito promissor”, afirmou o delegado.


Suspeitos

“Hoje temos uma boa parte do crime elucidado. Mas o crime tem três pilares fundamentais. É importante a autoria, motivação e dinâmica do crime bem estabelecidas. A Polícia Civil tem se aproximado e tem pessoas suspeitas identificadas”, contou o delegado.

Motivação

“A primeira coisa que fazemos é investigar profundamente a vida privada da vítima. Ele tinha muitas relações profissionais, interpessoais com amigos e pessoas que se relacionavam amorosamente com ele. Investigamos comentários dele que pudessem ter motivado o crime. Prefiro resguardar a informação (sobre a motivação)”, disse o delegado Carlos Othon.


Tempo para fechar o inquérito

“O inquérito atualmente está desde o ano passado esperando uma dilação de prazo. Estamos esperando a devolução dos autos para que algumas diligências possam ser concluídas. Não posso dizer datas, mas nos próximos meses, dois ou três, iremos dar uma resposta”, concluiu o delegado.

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