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F?bricas paraibanas de cal?ados recebem estilista e instituto, destacando cultura local

O projeto Identidade começou a realizar pesquisas em dez empresas de calçados na Paraíba. Até esta sexta-feira (25), o estilista Walter Rodrigues e o Instituto By Brasil visitarão as participantes do projeto em Campina Grande. Os peritos da moda identificarão quais as referências culturais que cada uma das fábricas poderá destacar. O Sebrae Paraíba fará uma apresentação dos resultados da primeira fase deste projeto durante a 3ª edição do Gira Calçados, que será realizado em Campina Grande, de 3 a 5 de junho.

Outros objetivos do projeto Identidade é estabelecer base de pesquisa para futuras coleções, incentivar a preservação dos fazeres, aproximar as fábricas de outros setores da indústria local, redescobrir caminhos e encantar o público consumidor. Segundo a gestora do Arranjo Produtivo Local (APL) de Calçados do Sebrae Paraíba, Éricka Vasconcelos, a nova consultoria trabalhará a moda como meio de mensagem.

“Assim, o empresário poderá explorar todas as características do local onde ele vive, valorizando, fortalecendo, reconhecendo suas heranças, sua essência. Além disso, a consultoria também mostrará a importância do consumo emocional, conceito criado pelo ‘pai das relações públicas’, Edward Louis Bernays. O empresário poderá aprender técnicas de propaganda para essa forma de consumo, baseada não em necessidades reais, mas na sensação de bem-estar proporcionada pelo produto”, detalhou.

A metodologia do projeto, segundo Walter Rodrigues, é baseada numa pirâmide, que representa os 100% do mercado de moda. “Hoje a moda se move cada vez mais rápido. Diante de tantas e velozes mudanças e das acelerações e da força da segmentação, tanto de produtos como de consumidores, devemos estar aptos a planejar e criar rapidamente. Tanto para a margem de erro ser cada vez menor, como para os lucros serem maiores”, disse.

A divisão da pirâmide do projeto Identidade é dividida em 10% de Experimentação, que é onde entra a inovação do negócio. Essa parte representa o nascimento da ideia, a inovação e a expressão dos desejos. Na divisão, 30% é trabalhada a Racionalização ou as apostas no processo de fabricação, na aceitação e na racionalização do produto.

Os últimos 60% do projeto é dedicado à Consolidação das marcas. Segundo Walter, é a base da pirâmide, englobando o fabricar em série e a massificação do produto, incluindo até as criações genéricas.

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