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Feira agroecológica comercializa produtos da agricultura familiar

Uma feira de produtos agroecológicos acontece nesta quinta-feira (19), na Praça da Bandeira, Centro de Campina Grande. Cerca de 80 feirantes de 30 municípios vizinhos e de regiões do Agreste Paraibano participam da segunda edição do ‘Natal sem Veneno’, das 7h às 12h.

A feira é um espaço de destaque e conscientização sobre a importância de uma alimentação saudável, livre de agrotóxicos, adubos químicos e transgênicos, além de proporcionar visibilidade aos produtos regionais da agricultura familiar agroecológica. Trabalhadores das regiões Agreste, Cariri Oriental e Ocidental, Seridó, Curimataú, Borborema e Médio Sertão estão presentes no evento.

Realizada pelo Grupo de Trabalho de Comercialização da Articulação do Semiárido Paraibano – ASA Paraíba e pela ECO – Borborema, uma associação de agricultores agroecológicos que trabalham com agroecologia e produtos orgânicos, a feira acontece desde 2018, três vezes ao ano, com a Semana dos Orgânicos, Dia Mundial da Alimentação, e agora no período natalino, com o ‘Natal sem Veneno’.

Marlene Pereira, agricultora e coordenadora do Sindicato de Trabalhadores Rurais da cidade de Lagoa Seca, na região de Campina Grande, é uma das feirantes presentes no ‘Natal sem Veneno’. Ela aprendeu os ofícios da agricultura com sua família e hoje faz dessa aprendizagem o seu próprio negócio.

De início, Marlene tinha conhecimento apenas da parte prática e do trabalho bruto, ela não sabia e nem tinha noção do que estava por trás do seu próprio ofício. “Plantava por obrigação, colhia por necessidade e vendia pelo sustento”, disse ela. Mas isso mudou no ano 2000, quando Marlene conheceu a agricultura agroecológica, se interessou pelos produtos, quis aprender o preparo e entender as diferenças. Sendo assim, adquiriu mais sabedoria e conhecimento, estudou sobre agroecologia, produtos orgânicos, procurou pessoas especializadas e fez disso o novo trabalho.

Coentro, alface crespa, alface americana, couve, cebolinha, abóbora, repolho, farinha de mandioca, xerém, fubá, mamão, laranja e banana. Esses são apenas alguns dos produtos que a agricultora vende na barraca na feira do mercado central da cidade de Lagoa Seca e na feira da ECO – Borborema.

A agricultora gosta de destacar a importância do não uso de agrotóxicos, o tempo de colheita, as sementes especiais e, é claro, o trabalho árduo do agricultor por trás daquele alimento. Ainda existe preconceito, mas ela tenta e vai conseguindo aos poucos quebrar essa barreira.

Quando o alimento chega à nossa mesa, muitas vezes, ignoramos o fato de que os agricultores familiares, são os responsáveis pela produção de boa parte das nossas refeições. E que o ambiente onde conseguimos esse alimento, a feira, é algo que faz parte da rotina das pequenas, médias e grandes cidades.

Como mulher, Marlene conta que a roça, o campo e a feira são também ambientes de libertação, que permitem uma melhora na autoestima e confiança. “Hoje eu reconheço meus direitos, aprendi muito sobre desafios e superei os meus limites, graças à Deus sou uma mulher feliz dentro da feira”, afirma.

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