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Feridos devem ser atendidos no posto de saúde Parque do Povo

Em entrevista coletiva concedida na tarde desta sexta-feira (15), a secretária de saúde de Campina Grande, Luzia Pinto, informou que, até agora, o posto de saúde do Parque do Povo não notificou nenhum caso de ferimento provocado por agulhas durante o São João deste ano. Na entrevista, que aconteceu na Central de Polícia Civil, no bairro do Catolé, na Zona Sul da cidade, a secretária também esclareceu como as pessoas devem proceder caso aconteçam ferimentos como este.

Leia também: Ferimentos no Parque do Povo podem não ser por agulhas, diz polícia

De acordo com Luzia Pinto, tanto o posto médico quanto as duas ambulâncias localizadas dentro do Parque do Povo devem ser os primeiros serviços de saúde procurados por quem sofrer qualquer tipo de ferimento no local da festa. Ela explicou ainda que, em caso de suspeita de infecções provocadas por ferimentos com instrumentos perfurocortantes, o paciente será orientado a procurar o SAE – Serviço de Assistência Especializada para fazer exames e receber a medicação preventiva, o que deve ser feito em até 72h.

Investigação

Sobre as possíveis notificações de casos suspeitos de ferimentos por agulhas, registradas pelo Hospital de Trauma Dom Luiz Gonzaga Fernandes, Luzia Pinto declarou que até o momento a Secretaria Municipal de Saúde não foi comunicada oficialmente e que tem trabalhado apenas com informações fornecidas pela Polícia Civil. “A Diretoria de Vigilância encaminhou técnicos ao Hospital de Trauma nesta sexta-feira, mas a unidade hospitalar se recusou a ceder os prontuários dos pacientes que alegaram ter sofrido ferimentos com agulhas no Parque do Povo”, relatou.

A redação do Portal Correio entrou em contato com a assessoria de imprensa do Hospital de Trauma, que informou que a unidade de saúde recebeu o pedido da Diretoria de Vigilância às 14 horas desta sexta-feira e que o setor jurídico da instituição está analisando a solicitação.

Serviço

O SAE é serviço de referência do Ministério da Saúde para assistência em qualquer situação em que exista risco de contato com HIV e hepatites virais. Além de acidentes com instrumentos perfurocortantes ou contato direto com material biológico, também devem procurar o serviço pessoas que sofreram violência sexual, assim como aquelas que mantiveram relação sexual desprotegida (sem o uso de camisinha ou com rompimento da camisinha. A unidade fica localizada na Rua Siqueira Campos, número 658, no bairro da Prata, na Zona Oeste de Campina Grande. O telefone para contato é o (83) 3310-7067.

*Matéria atualizada às 23h15 do dia 15/06/2018 para acréscimo de informações.

Comentários

  • Arimathea disse:

    Esse é dos grandes problemas das autoridades desse país. Invés de apresentar desculpas que não convencem, deveriam admitir que o problema existe e partir para solucioná-los.
    Procurem outra desculpa nesse palheiro, e talvez convençam a vocês mesmos (autoridades).
    Quando ajem dessa forma estão assinando atestado de incompetência.
    Lamentável!

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