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Filme sobre Jackson do Pandeiro é exibido gratuitamente em JP

Documentário de Marcus Vilar e Cacá Teixeira, ‘Jackson – Na batida do pandeiro’ terá exibição especial neste domingo (21), na Lagoa, em João Pessoa. Sessão especial começa às 18h e será aberta à população. O filme marca o centenário de nascimento do paraibano Jackson do Pandeiro.

Já na quarta-feira, dia 24, ‘Jackson – Na batida do pandeiro’ estará na programação do 29º Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), no Agreste de Pernambuco. Exibição será no Cine Eldorado, às 21h. As festividades serão iniciadas no dia 18 de julho e seguirão até o dia 27 deste mês. O homenageado da edição é Jackson do Pandeiro.

O mesmo filme terá duas sessões e debate no Cine Bangüê da Fundação Espaço Cultural, no bairro de Tambauzinho, em João Pessoa. As exibições serão dia 27 deste mês, às 18h e às 20h, com debate (para convidados) após a segunda sessão. Sessões fazem parte da programação do Festival de Artes Jackson do Pandeiro, realizado pela Funesc.

Os convidados para o debate são Fernando Moura (consultor), Heleno Bernardo (produção), Cacá Teixeira (diretor), Marcus Vilar (diretor) e André Dib (mediador). “Nós vivemos num país de pouca memória. Então é fundamental esse trabalho sobre Jackson do Pandeiro para que as pessoas conheçam de onde saiu, quem foi e qual é a importância dele para a cultura brasileira”, disse Marcus.

Conforme Marcus, o documentários conta com depoimentos de diversos artistas e estudiosos da música brasileira, como Gilberto Gil, Biliu de Campina e Zuza Homem de Mello. Também dão depoimentos sobre a importância de Jackson do Pandeiro artistas do porte de Geraldo Azevedo, Gal Costa, Pedro Luís, João Bosco e Lenine (que fará o show de abertura do Festival de Artes).

“Jackson do Pandeiro faz parte de minha infância em Campina Grande. Ouvia suas músicas no rádio. Foi muito prazeroso construir esse filme, ouvindo grandes artistas sobre a importância de Jackson”, disse o cineasta Marcus Vilar. E complementou: “Espero que esse documentário possa ser visto, principalmente, pelos mais jovens, para que conheçam a fundo a obra e a trajetória de Jackson”.

Sobre o documentário

O filme convidado para a programação tem 100 minutos de duração e classificação indicativa LIVRE. Além de roteiro e direção de Cacá Teixeira e Marcus Vilar, longa conta com produção de Heleno Bernardo e montagem de Thiago Marques. Desenho de som e mixagem ficam por conta de Zé Newton Filho. Já a consultoria musical e trilha original, com Carlos Anísio. Equipe técnica também tem Bráulio Tavares e Rômulo Azevedo na consultoria de roteiro.

‘Jackson – Na batida do pandeiro’ foi rodado com patrocínio da PMJP (Funjope/Prêmio Walfredo Rodrigues) e Governo do Estado de Pernambuco (Funcultura). Governo do Estado da Paraíba (Secult) e UFPB são co-patrocinadores. A realização é da Leme Produções Culturais LTDA e NB Arte LTDA.

Jackson do Pandeiro

Nome artístico de José Gomes Filho, nascido em Alagoa Grande, em 31 de agosto de 1919, e que passou boa parte da vida em Campina Grande. Começou a admirar a música por meio da sua mãe, a cantadora de coco Flora Maia, que colocou o filho para tocar zabumba aos sete anos.

Seu primeiro sucesso, ‘Sebastiana’, na década de 1950, o lançou para o Brasil e para o mundo. Jackson chegou a fazer duetos e parcerias com nomes como Luiz Gonzaga, Edgar Ferreira e Rosil Cavalcanti e ganhou o título de ‘Rei do Ritmo’. Ele morreu vítima de embolia pulmonar e cerebral em 10 de julho de 1982, aos 62 anos, em Brasília (DF).

O paraibano participou de nove longas-metragens (chanchadas produzidas entre a segunda metade da década de 1950 e início da década de 1960). ‘Tira a mão daí’ (1956) foi o primeiro filme, com direção e roteiro de Rui Costa. Nesse longa co-produzido por Flama Filmes, Unida Filmes e Cinedistri, a dupla interpretou apenas números musicais. Também participaram de ‘Tira a mão daí’ Ângela Maria, Linda e Dircinha Batista, Jorge Veiga e Virginia Lane.

Na sequência, Jackson do Pandeiro e Almira Castilho participaram dos seguintes filmes: ‘Batedor de carteira’ e ‘Minha sogra é da polícia’ (1958), ‘Aí vem alegria’ e ‘Cala a boca, Etelvina’ (1959). “Esse é um que ele canta e dança com um grupo grande, a música Baião. Nos outros filmes ele faz pequenas aparições, mas significativas”, comentou o cineasta paraibano Marcus Vilar, que está para lançar um documentário sobre Jackson.

Depois de ‘Cala a boca, Etelvina’, Jackson do Pandeiro também foi incluído em cenas de ‘Pequeno por fora’ e ‘Viúvo alegre’ (1960), ‘Bom mesmo é carnaval’ (1961) e ‘Rio à noite – Capital do samba’ (1962). Estrela da música e com diversas participações em longas, Jackson do Pandeiro nunca assistiu aos filmes que participou. Seu lugar era mesmo no palco, cantando, tocando e fazendo munganga. O ‘rei do ritmo’ também já foi tema de diversos documentários.

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