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Fora de cena

A defesa de Aécio Neves será a única coisa em comum nas eleições deste ano entre os senadores Cássio Cunha Lima e Cícero Lucena. Este último, em carta aos paraibanos anuncia que deixa a política em razão do partido ter lhe negado o direito de disputar a reeleição, e, rejeita a explicação de que foi para garantir alianças e o melhor tempo de propaganda política. “O desejo deliberado de me tirar do processo falou mais alto”, acusou.

Embora revele mágoas por ter sido preterido em 2010 e em 2014, quando respectivamente tentou disputar o Governo do Estado e o Senado, Cícero Lucena não se coloca como opositor do partido, nem anuncia apoio a qualquer dos nomes na disputa. Sequer cita nome de um único culpado por sua situação atual.

A posição de Cícero, agora oficialmente fora da eleição na Capital (ele já vinha ausente do processo eleitoral) favorece a estratégia da aliança PSB-PT de transformar João Pessoa em catapulta para a reeleição do governador Ricardo Coutinho e eleição de Lucélio Cartaxo para o Senado. Ex-prefeito duas vezes da Capital, segundo mais votado em 2012 mesmo sem nenhuma estrutura e com pouquíssimo tempo de propaganda política, com o nome recentemente restaurado depois do julgamento das ações do Caso Confraria, Cícero poderia ajudar a defender a posição de Cássio no maior colégio eleitoral do Estado.

A carta de Cícero também é documento que poderá ser usado por Ricardo Coutinho, o principal adversário de Cássio, para anular acusações sobre tratamento dadoaos aliados. Luciano Agra e Cícero Lucena seriam exemplos do que incomoda a ambos.

Cícero apenas abre espaço para ilações a partir de algumas perguntas que deixa no ar: “Por que não tive o direito de tentar a reeleição? Por que o meu partido, o PSDB da Paraíba, ao qual tanto me dediquei, não reconheceu como legítimo um direito que me havia sido conferido por quase 50% do eleitorado?”. Diz que foi “leal, sincero, honesto e transparente”, e lamenta: “Em nome do partido e da amizade, conciliei conflitos e aparei arestas… Inúmeras arestas. Não foi o que recebi de volta”.

Cícero não fez o que alguns esperavam, que era sair “chutando a lata”. Não fechou todas as portas, e a prova é que continuará filiado. Levará sua experiência política para a campanha de Aécio. Retira-se sem barulho.

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