
O Fórum Nordeste movimentou a manhã desta sexta-feira, em João Pessoa, com um debate acerca da sustentabilidade ambiental e sobre os caminhos para a transição energética no Brasil.
A ideia do evento, que foi organizada pelo hub de inovação Ilha Tech, era debater colaborações estratégicas que pudessem ser aplicadas na aceleração da adoção de energias renováveis, práticas sustentáveis e cidades inteligentes.
Estiveram presentes José Maurício Andreta Júnior, representando a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Júlio César Minelli, pela Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), Donizete Tokarski, da União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene (Ubrabio), Dalton Cordeiro Miranda, pela Associação Brasileira da Indústria de Óleos Vegetais (Abiove) e ainda o senador Veneziano Vital do Rêgo, relator do Projeto de Lei dos combustíveis do futuro.
Além deles, o diretor-presidente do Sistema Correio de Comunicação e ex-senador, Roberto Cavalcanti, esteve no evento, onde contribuiu para a construção do debate, citando um novo momento comercial no segmento dos veículos.
“Estamos hoje num momento histórico. É o novo mundo da energia, no segmento dos veículos. É uma mudança de conceitos mundiais na formatação da comercialização, e isso passará por mudanças. Não podemos menosprezar o dia de hoje. Nós estamos num país onde temos condições de produzir nossas opções de combustíveis e que, lá na frente, vão fazer diferença. O destino fez com que esse projeto estivesse nas mãos de alguém que tem conhecimento sobre a potência que é o Brasil, no assunto sobre modelos energéticos (se referindo ao senador Veneziano)”, comentou.

Já Veneziano falou sobre o Brasil como referência em transição energética, mas também expôs a boa receptividade ao projeto “combustíveis do futuro”, assinado por ele no Senado.
“Nós temos a oportunidade de ser o país da vanguarda, sobre a transição energética. Esta chance de estarmos legislando sobre os combustíveis do futuro vai nos ajudar. A correção se dará automaticamente, mas é um tempo que temos para soluções tecnológicas. Bom para nós que, neste tema, existe uma unanimidade, que não é burra. Todos desejam a aprovação dessa proposta”, disse.

O projeto dos “combustíveis do futuro” tem o intuito de criar programas nacionais de diesel verde, de biogás, de biometano e de combustível sustentável para aviação. O programa é dividido em seis eixos e já foi aprovado pelos deputados, com a proposta de estabelecer uma nova margem para a participação de recursos renováveis na mistura dos combustíveis fósseis.
De acordo com o texto, a mistura de etanol à gasolina passará de 22% a 27%, podendo chegar a 35%. E, a partir de 2025, será acrescentado um ponto percentual de mistura de biodiesel ao diesel tradicional, até atingir 20%, em março de 2030.