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Fotógrafo Guy Joseph celebra 70 anos com projeto ‘Instante 70’

O fotógrafo e artista plástico Guy Joseph completa 70 anos de vida com fôlego e disposição. Para celebrar este marco, ele organizou Instante 70, um projeto multimídia que conta com exposições, um livro homônimo e a produção de um documentário com a presença de artistas dando depoimentos sobre como é produzir material criativo após os 50 anos.

Nesta terça-feira (8), ele inaugura a exposição na Estação Cabo Branco. Ao todo, são 100 fotografias selecionadas entre as mais de 200 mil fotos catalogadas em seu acervo digital. “É um apanhado de fotos já publicadas, fotos produzidas na época em que eu estive no Rio e algumas inéditas. É um resumo do meu trabalho que serve para comemorar os 70 anos de vida”, explica Guy.

Todas as fotos foram impressas através do processo digital conhecido como Fine Art, que assegura a fidelidade das reproduções, com qualidade museológica. Fine Art é a denominação estabelecida para impressões digitais de fotografias e obras de arte certificadas pela qualidade e durabilidade do material impresso. Guy Joseph é pioneiro na Paraíba ao utilizar esta tecnologia de impressão.
Parte desse material pode ser conferido no livro Instante 70, que estará disponível para venda na abertura da exposição. A publicação é editorada por Juca Pontes, lançado pela editora MVC / Forma. Uma das temáticas favoritas de Guy Joseph é a natureza e os patrimônios históricos arquitetônicos.

Na exposição, há a predominância do primeiro tema. “Um fotógrafo já me chamou de fotógrafo de viagem, pois eu fotografo os lugares que eu passeio. Amo o Lajedo de Pai Mateus e tenho vários registros naquela região”, declara o artista. A exuberância da fauna e da flora da Paraíba é exibida em registros fotográficos que abusam das cores – embora também haja espaço para registros em preto e branco.

Durante sua vida, o artista plástico Hermano José afirmava que a luz de João Pessoa é única, diferente de qualquer lugar do mundo, algo significativo vindo do artista, já que ele teve a oportunidade de visitar e residir em diversos locais do globo. Ao ouvir essas palavras, Guy relata um acontecimento recorrente que via acontecer há alguns anos.
“Sem entrar muito em tecnicismos, a temperatura da cor de João Pessoa é bem alta, bem saturada. Um fotógrafo desavisado, como alguns vindos do Sul e Sudeste, perdiam muitas fotos na época das câmeras analógicas por não estarem preparadas para regular suas fotografias para esta configuração”, relembra o artista.

Um documentário produzido por Hélio Costa será exibido durante o vernissage, com depoimentos de inúmeros personagens da vida intelectual paraibana, com uma perspectiva em comum: o otimismo. “Abelardo Jurema disse uma frase impactante, afirmando que não gostaria de retroceder um ano sequer, pois se sente confortável onde e como está hoje. Isso reflete muito meus sentimentos”, declara o fotógrafo.

Caminhada

Sua relação com a fotografia começou cedo. Aos 14 anos da idade, ganhou seu primeiro equipamento. “Era um caixotezinho, sem nenhum recurso. Fui aprendendo muito com um tio, que era fotógrafo”, afirma. Já um jovem adulto, decidiu ir ao Rio de Janeiro, onde passou dez anos trabalhando no campo da publicidade.

Já de volta à Paraíba, participou de diversos projetos, além de concursos e prêmios. Em 1981, foi o vencedor do concurso de escolha da logomarca da Fundação Espaço Cultural. Em 1999, ganhou mais um concurso público: para a logomarca do Folia de Rua, que permanece a mesma até hoje.

*André Luiz Maia, do Jornal Correio da Paraíba

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