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FPF mantém Paraibano: ‘outros setores da economia estão abertos’

Federação defende que se for para interromper o futebol, outros setores da economia também deveriam parar
Campeonato Paraibano
Sede da FPF (Foto: Arquivo/Jornal Correio da Paraíba)

Marcado para começar no próximo dia 17, o Campeonato Paraibano da Primeira Divisão 2021 já tem data de audiência pública para sorteio da arbitragem. A recomendação é da presidente da Federação Paraibana de Futebol (FPF), Michele Ramalho, que não concorda com a paralisação do futebol.

O calendário divulgado pelo diretor de árbitros da FPF, Arthur Alves Júnior, informa aos dirigentes dos clubes, árbitros, imprensa e interessados para acompanharem a reunião remota que acontece nesta quinta-feira (11). A competição conta com oito times e marca para a primeira rodada quatro partidas.

A primeira rodada, de acordo com a tabela da competição estadual, marca os seguintes jogos: São Paulo Crystal x Campinense; Perilima x Nacional de Patos, Sousa x Botafogo. Além do jogo entre Treze x Atlético de Cajazeiras. Porém, o Treze tem partida marcada contra o América-MG, para o dia 18, pela Copa do Brasil.

No entanto, o diretor do departamento de competições, Gustavo Trindade, garantiu que o jogo entre Treze x Atlético de Cajazeiras será adiado, mas o dirigente da Federação não precisou a nova data da partida entre Galo e Trovão Azul, pelo Certame Estadual.

A dirigente do futebol paraibano, Michele Ramalho, afirmou ter conhecimento sobre a decisão da Comissão Estadual de Prevenção e Combate à Violência nos Estádios, que recomendou a paralisação de todas de futebol no estado.

De acordo com as recomendações emitidas pela Comissão, à Confederação Brasileira de Futebol (CBF), deveriam ser suspensos todos jogos da Copa do Nordeste e Copa do Brasil no estado, por causa do risco de contaminação pelo coronavírus.

O documento é da Comissão Estadual de Prevenção e Combate à Violência nos Estádios, presidido pelo procurador de Justiça do Ministério Público da Paraíba, Valberto Lira. Segundo o argumento, “partidas de futebol não se enquadram como serviço essencial, e sua ocorrência pode ensejar em infração de medida sanitária preventiva, prevista no Artigo 268 do Código Penal”.

Mesmo assim, a presidente da FPF contra-argumenta que “entende a opinião da Comissão”. “Estamos passando por um momento bem delicado, mas minha opinião é divergente. Afinal de contas os outros setores da economia continuam abertos. Por que parar o futebol? O futebol é um dos setores da economia que tomou mais medidas de segurança”.

Alega ainda a presidente da FPF, para reforçar a posição, que “os consumidores (torcedores) sequer podem entrar nos estádios. Os jogadores só podem trabalhar (jogar) mostrando o exame de Covid. Por que parar o futebol e deixar os outros setores da economia abertos? Vamos trabalhar pela equidade, se for para parar que sejam todos. Não é justo que apenas seja parado neste momento”.

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