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Gestões driblam crise e municípios terão festas de Carnaval

Mesmo com o alerta do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB) sobre a promoção de festividades financiadas com recursos públicos, mais precisamente o carnaval, vários municípios esqueceram a crise econômica e não abriram mão de ‘alegrar’ a população. Para isso, vão bancar os festejos carnavalescos. Outros, no entanto, vão realizar a festa, mas buscaram formas de não ter gastos públicos, como é o caso de Cabedelo e Conde, segundo apurou o Correio Online.

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Em João Pessoa, a festa maior é nos dias que antecedem o Carnaval, tendo começado no dia 17, no Ponto de Cem Réis, estendendo-se até o dia 24 em diversos bairros da cidade. Para garantir a alegria do folião pessoense, a prefeitura destinou R$ 750 mil para apoiar o projeto Folia de Rua e o Carnaval Tradição. Do montante, R$ 260 mil vão para o Folia e R$ 490 mil para as agremiações que compõem o Tradição. A verba é para apoio na infraestrutura e a logística dos eventos.

Já a prefeitura do Conde pretende realizar as festas do Carnaval 2017 com custo zero. A informação é de um dos organizadores do evento, Ronaldo Leão. Segundo ele, este ano a festa será descentralizada da quadra da Praia de Jacumã e acontecerá também no Centro do Conde. Ronaldo Leão explicou que a festa de rua será patrocinada pela Associação Comercial Industrial e de Serviços de Conde (ACIC), Associação de Turismo Costa do Conde (ATCC) e pelos próprios organizadores dos blocos. “Conversarmos com todos e eles compreenderam a situação financeira que o município se encontra”, afirmou o organizador.

Outra novidade no Carnaval do Conde será a cobrança de ingresso para os shows que serão realizados na quadra de Jacumã. “Diferente do que acontecia nos anos anteriores, em que a prefeitura bancava tudo, este ano fechamos uma parceria com as empresas que organizam os shows e elas ficarão responsáveis por esta parte, mas teremos as atrações gratuitas também”, ressaltou Ronaldo Leão.

Cabedelo segue recomendação

Em Cabedelo, o prefeito leto Viana vai seguir a recomendação do TCE e, para isso, assinou um decreto que suspende gastos e investimentos com festas na cidade até o dia 31 de março, principalmente o Carnaval. A medida, segundo a prefeitura, busca manter o equilíbrio financeiro da e honrar compromissos firmados com os servidores públicos e com a população, no sentido de manter o salário em dia e continuar com a realização de obras estruturantes na cidade. O município, porém, terá blocos carnavalescos organizados pelos próprios moradores ou empresários, que farão festas privadas.

Juripiranga

O prefeito de Juripiranga , Paulo Dalia Teixeira (PSB), afirmou que fará a festa na cidade, mas que os festejos serão bem simples devido à crise econômica que afetou os municípios. “A gente vai fazer um festa dentro das condições financeiras, só para não dizer que não fez”, afirmou o prefeito. Segundo ele, os festejos de Momo serão bancados com recursos próprios. “Já tentamos fazer parceria público-privada algumas vezes, conseguimos algumas coisas, mas poucas”, comentou.

Cajazeiras

O município de Cajazeiras tem tradição de fazer uma grande festa no Carnaval e a programação para 2017 indica que a crise financeira não afetou os festejos. Os quatro dias de folia, de graça, nas ruas e praças da cidade, estão garantidos e os shows já foram divulgados. Márcia Felipe, Gabriel Diniz, banda Saia Rodada, Jonas Esticado, Ramon Schnayder, Luan Pakero e Wallas Arrais são algumas das atrações. O prefeito Zé Aldemir disse que o evento será promovido em parceria com iniciativa privada para não comprometer o orçamento do município.

Cautela em Patos

Sem recursos para contratar bandas e trios elétricos, a prefeitura de Patos decidiu não promover o Carnaval deste ano e vai apenas contribuir com os blocos que desfilarão nas ruas, pois já há provisão específica no Orçamento para este fim. Sendo assim, os festejos em Patos se resumirão à festa tradicional com marchinhas, bandas de frevo e concursos de fantasias. A prefeitura não divulgou de quanto será a ajuda de custo para os blocos carnavalescos.

Santa Luzia

Em Santa Luzia a prefeitura já confirmou que haverá cinco dias de festa em praça pública. Por outro lado, a administração municipal resolveu não apoiar financeiramente os blocos da cidade. A prefeitura alega que devido aos custos com o palco, som e atrações não será possível colaborar financeiramente com os blocos, mas que fará o possível para a festa acontecer dentro dos padrões permitidos.

Lucena

Em Lucena a, a abertura oficial do Carnaval será nesta sexta-feira (18) e a festa segue até o dia 4 de março. Os festejos contarão com diversas atrações, a exemplo do Conde do Forró, A Loba, Osmídio Neto, Rafael Sacanão, Douglas Patrício, Só Swing e Gil Bala. A folia também conta com a apresentação dos blocos e desfile de paredões (carros com sons potentes).

A secretária de Turismo, esporte e laser, Socorro Leite, explicou que a prefeitura está contribuindo apenas com o apoio logístico da festa e com pequenos trios elétricos e os shows estão sendo patrocinados pela iniciativa privada, que promoverá dois dias de evento fechado, com a cobrança de ingressos, e dois dias aberto ao público.

Pitimbu

A festa em Pitimbu está garantida do dia 25 de fevereiro até o dia 19 de março. Serão mais de 20 atrações e entre elas devem estar Carla Visi, ex-vocalista da banda Cheiro de Amor, Geraldinho Lins, Marron Brasileiro e outras bandas locais. O evento será bancado totalmente pela prefeitura da cidade, segundo informou a assessoria do prefeito, Leonardo José Barbalho Carneiro (PSD). Ainda de acordo com a assessoria, após o Carnaval a festa continuará nos finais de semana com blocos e atrações musicais.

Baía da Traição

Gil Bala e Ranniery Elétrico estão confirmados para o Carnaval em Baía da Traição. A festa também contará com vários blocos que irão participar dos festejos na cidade.

TCE pede cautela nos gastos com Carnaval

O Tribunal de Contas do Estado enviou, recentemente, ofício a todos os 223 municípios paraibanos, alertando sobre a promoção de festividades financiadas com recursos públicos. Algumas gestões, inclusive, que estão ameaçando decretar estado de calamidade financeira. Em 2013, antes mesmo de a recessão fazer parte da vida dos brasileiros, uma resolução normativa foi publicada tratando da realização de eventos locais. No texto, o órgão ressalta que os prefeitos precisam comprovar que não haverá o comprometimento com as obrigações financeiras, o que não foi feito por nenhum município até o momento.

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