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Governo vai investir R$ 5,5 bi em universidades e hospitais universitários, diz ministro

Titular da Educação e presidente Lula se reúne com reitores de instituições educacionais de todo o país nesta segunda-feira (10)
Camilo Santana, Ministro da Educação (Foto: Angelo Miguel/ MEC – 07.06.24)

O ministro da Educação, Camilo Santana, anunciou que o governo federal vai investir R$ 5,5 bilhões em universidades e hospitais universitários de todo o país. O informe ocorreu nesta segunda-feira (10) durante cerimônia com reitores das universidades e dos institutos federais, realizada no Palácio do Planalto, em Brasília. Os recursos, oriundos do PAC, serão distribuídos da seguinte forma: R$ 3,17 bilhões em consolidação, R$ 600 milhões em expansão e R$ 1,75 bilhões em hospitais universitários. As informações são do R7, parceiro nacional do Portal Correio.

Segundo o ministro da Educação, na modalidade de consolidação, estão as obras em salas de aula, laboratórios, bibliotecas, auditórios, estruturas acadêmicas, complexos esportivos e culturais, além de assistência estudantil, como refeitórios, moradias e equipamentos de saúde. O quadro de construções do PAC aponta que existem 223 obras novas em universidades, 20 em andamento e 95 foram retomadas, somando, ao todo, 338.

Na cerimônia, o governo anunciou também a complementação de R$ 400 milhões para custeio das universidades federais para esse ano, sendo R$ 279 milhões para universidades e R$ 120 milhões para institutos federais. O total do orçamento das instituições para este ano são de R$ 6,3 bilhões e R$ 2,7 bilhões, respectivamente. Essa era umas das reivindicações dos servidores públicos, que pressionam a gestão federal em meio à greve.

A expansão universitária vai se dar da seguinte forma: 10 novos campi, em cinco regiões do país, sendo São Gabriel da Cachoeira (AM), Cidade Ocidental (GO), Rurópolis (PA), Baturité (CE), Sertânia (PE), Estância (SE), Jequié (BA), Ipatinga (MG), São José do Rio Preto (SP) e Caxias do Sul (RS).

Em relação aos hospitais universitários, Santana informou que são 37 obras, distribuídas em 31 instalações. Dessas, oito são novas (Pelotas, Juiz de Fora, Acre, Roraima, Rio de Janeiro, Lavras, São Paulo e Cariri). O governo de Luiz Inácio Lula da Silva ampliou, ainda, a bolsa permanência para estudantes quilombolas e indígenas. Agora, são 5.600 novas vagas para atendimento. Ao todo, 13 mil alunos recebem o benefício. O aporte, neste ano, é de R$ 233 milhões.

O encontro com os reitores estava previsto inicialmente para ocorrer no último dia 5, mas foi cancelado em função da viagem de Lula para o Rio Grande do Sul, devastado por chuvas e enchentes desde o fim de abril. Tratou-se da quarta viagem do presidente ao estado, onde anunciou medidas voltadas para os trabalhadores. Em relação aos reitores, é a segunda reunião, sendo a primeira realizada em 2023.

Reitores

Em discurso, a presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) e reitora da Universidade de Brasília, Márcia Abrahão, afirmou que propôs ao governo federal a criação do Centro Sul-Brasileiro para prevenção e mitigação de impacto de eventos extremos e mudanças climáticas e disse que o orçamento anunciado pelo MEC ainda é insuficiente.

“O reconhecimento de que o valor ainda é insuficiente. Com o anúncio de hoje, o orçamento passa para R$ 6,38 bilhões, que supera em termos nominais os orçamentos de 2017 a 2023. O valor defendido pela Andifes, de R$ 8,5 bilhões, nos aproximaria ou nos aproximará, quem sabe, do orçamento de 2017, considerando a inflação”, disse.

“Esperamos que o orçamento de 2025 nos coloque em condições de atender o presente e planejar um futuro melhor. O PAC, aqui anunciado, certamente é um alento. Vai atender as obras novas, tão necessárias, e como o senhor anunciou, alguma expansão, além dos hospitais universitários”, completou a reitora da UnB.

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