Grande JP tem 47 telefones ‘SOS Mulher’ para ajudar contra a viol?ncia dom?stica

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A Lei Maria da Penha completa nove anos nesta sexta-feira (7), com aumento no número de denúncias contra agressores de mulheres e redução de mortes. Atualmente, a Grande João Pessoa tem 47 aparelhos de telefone circulando e que funcionam como ‘botão do pânico’ para vítimas de violência doméstica. Apesar da lei e de medidas com essa, há quem acredite que poderia haver mais eficácia no combate à violência doméstica.

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Nas varas de Violência Doméstica de João Pessoa e Campina Grande, existem 10.454 processos em andamento. Só neste ano, já são 959 inquéritos abertos apenas na Capital.

A quantidade mostra que, apesar dos avanços trazidos com a lei, ela ainda deixa a desejar na hora de proteger a mulher. Essa é uma das opiniões da delegada da Mulher, Vanderléia Gadi. Mesmo assim, ela concorda que há avanços.

“Muitas coisas mudaram. A violência contra a mulher passou a ganhar repercussão, mas a lei não inibe a pratica do crime. A medida protetiva assegurada pela Lei Maria da Penha, por exemplo, garante que o agressor não se aproxime da vítima nem a procure de maneira alguma”, diz a delegada, defendendo os avanços.

Até o fim de agosto, a Paraíba terá mais duas Delegacias Especializadas da Mulher em João Pessoa e Monteiro, anunciadas nesta sexta-feira (7) pelo Estado.

Além disso, uma das formas defendidas pela delegada é a utilização do aplicativo para celular ‘SOS Mulher’. Na Grande João Pessoa, há 47 aparelhos em circulação e por meio deles, a vítima pode acionar a polícia mais rapidamente para conseguir proteção.

No Brasil, mais de 53 mil mulheres sofreram agressões durante o ano passado, segundo dados da Secretaria de Políticas para as Mulheres, apoiadora da Caravana. Ainda segundo o mesmo estudo, 80% desses crimes são cometidos por homens com quem as vítimas têm ou tiveram vínculo afetivo.

O número de mulheres mortas registrou queda na Paraíba. De acordo com a Segurança do Estado, 139 foram assassinadas em 2013, enquanto 104 morreram vítimas de violência doméstica em 2014.

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