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Guerra de tit

Na soma dos votos, a oposição ao governador Ricardo Coutinho chegou à marca dos 53% dos votos válidos. O discurso contra a gestão socialista ganhou o primeiro turno na Paraíba, mas no segundo turno a disputa é outra. O jogo zera e quem tiver mais capacidade de somar, de puxar apoios, liquida a fatura.

Ricardo já provou mais uma vez a capacidade de superação. Saiu do patamar abaixo dos 30% no começo do processo, cresceu lenta e solidamente e chegou ao final do primeiro turno fungando no pescoço do senador Cássio Cunha Lima com 46,05%. Pelo o que apresentou, não pode ser subestimado.

Cássio foi um gigante. Na oposição e sem os instrumentos tradicionais de barganha, costurou a maior coligação em torno de sua candidatura. Deu o máximo para resolver a parada logo no primeiro turno, como as pesquisas sinalizaram repetidas vezes. Sua campanha pecou, talvez, por relegar maiores atenções a João Pessoa.

O senador Vital do Rêgo foi pro sacrifício para não permitir o naufrágio do PMDB e fez o que pôde. Poucos acreditavam que chegasse aos seus 5,22%, percentual que assegurou o segundo turno. Sua opção e o destino do PMDB terão peso significativo num pleito que tende a se acirrar ainda mais.

Essa nova etapa da eleição na Paraíba promete fortes lances de emoção. No enfrentamento direto, dois homens públicos com currículos recheados de vitórias e históricos de determinação e persistência. Em jogo, a queda de braço para quem vai assumir a hegemonia política do Estado.

Se a disputa já foi avassaladoramente polarizada no primeiro turno, agora o pleito assume, mais do que nunca, o tom flagrantemente plebiscitário de aprovação ou reprovação do atual governo. As estratégias de ambos girarão nessa perspectiva. O paraibano será o juiz.

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