Moeda: Clima: Marés:
Início Geral

Habilidade

A Paraíba torcia e queria voltar a ter um ministro na Esplanada. Pelo prestígio e liderança interna no PP, Aguinaldo Ribeiro era o alvo dessa torcida, mas, por decisão dele, pela unidade do seu partido, o deputado federal paraibano recorreu ao seu reconhecido jogo de cintura e articulou noutra direção.

Preferiu se sentir representado no Ministério pelo aliado e gaúcho Gilberto Ochi, nome referendado pelo PP como novo ministro da Integração Nacional. Ochi foi o sucessor de Aguinaldo no Ministério das Cidades sob a unção do próprio pepista. Traduzindo: é nome de confiança de Ribeiro.

Funcionou o pragmatismo e a visão aguçada de Aguinaldo. Se o PP precisou descer um degrau na escala do prestígio político com o Governo e se deslocar das Cidades para a Integração, optou-se por manter o atual ministro do partido, um técnico que não precisa desfalcar o quadro da legenda no Congresso.

Fontes de Brasília são unânimes: Dilma queria Aguinaldo. Ele é quem operou nos bastidores do Governo e do PP para a solução via Ochi. Nesse cenário de profunda crise da gestão, defendeu com Dilma a prioridade do reforço do seu pelotão político na Câmara Federal, onde a oposição amplia o desgaste da petista.

Fez mais. Ajudou no convencimento da presidente a fazer compensações ao PP. Dilma entregará à sigla o Banco do Nordeste, a Codevasf e o Dnocs – todos com atuação influente no âmbito do Nordeste. Se na região, o partido só elegeu sete deputados federais, de um total de 36 no Brasil, alguém duvida que Aguinaldo terá espaços e voz nesses órgãos?

Prevaleceu, mais uma vez, o faro do filho de Enivaldo Ribeiro, que cresce em velocidade meteórica dentro do seu partido em nível nacional. E anotem: terá um papel influente na base governista na Câmara em tempos difíceis para Dilma.

Banner Rodapé

 

Palavras Chave

Portal Correio
publicidade
© Copyright 2026. Portal Correio. Todos os direitos reservados.